GERAL

Infectologista explica quais são os sinais do corpo quando há infecção urinária

Ao primeiro sinal, a recomendação é evitar o uso de chás caseiros e procurar atendimento médico para confirmar a infecção com exame de urina e cultura

Letícia Morais
Publicado em 09/04/2017 às 20:07Atualizado em 16/12/2022 às 02:26
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Frederico Zago alerta que a desidratação ou a falta de hidratação adequada pode favorecer a infecção já instalada, mas não causá-la

Embora seja mais comum nas mulheres, a infecção urinária demanda atenção e pode afetar pessoas de ambos os sexos e de todas as idades. De acordo com o infectologista e clínico geral Frederico Zago, a infecção pode acometer a bexiga, que são as cistites, e/ou os rins, que são as pielonefrites.

O médico afirma que é preciso ficar alerta aos sinais dados pelo corpo, que podem indicar qual é o tipo da infecção. “As [infecções] baixas (na bexiga) causam mais sintomas locais, entre eles, dor para urinar, aumento do número de vezes que a pessoa vai ao banheiro, urgência miccional -- quando a pessoa não aguenta segurar a urina --, dor na barriga e necessidade de urinar durante a noite. Além disso, o paciente pode apresentar febre”, destaca. As infecções altas, nos rins, por sua vez, apresentam sintomas como dor lombar, febre alta, mal-estar geral e dor ao apalpar a região lombar. Frederico Zago salienta que nos dois tipos a pessoa pode apresentar sangue na urina e odor fétido.

Para evitar a evolução infecciosa, Zago alerta para a necessidade de aumentar a hidratação. “Ao sinal de uma infecção, a indicação é procurar atendimento médico. Deve-se evitar o uso de chás caseiros e confirmar a infecção com exame de urina e cultura. A presença de cálculos urinários também pode favorecer o aparecimento de contaminações e trazer outras complicações, como obstruções à passagem da urina”, exemplifica. O especialista acrescenta que a desidratação ou falta de hidratação adequada pode favorecer a infecção, mas não causá-la.

Mitos e verdades. A infecção urinária está comumente relacionada à intensa atividade sexual. O infectologista orienta que o ato pode facilitar o aparecimento da infecção em mulheres com vários parceiros sexuais e também em quem tem muitas relações em um curto espaço de tempo. Outro fator que influencia é o uso de espermicidas, cremes ou lubrificantes que podem alterar o PH vaginal, sendo necessário exame comprobatório da infecção, já que poderá ser apenas uma irritação pelo atrito.

Outro vilão para as doenças do aparelho urinário é o uso de roupas justas, que pode propiciar o aparecimento de infecções fúngicas vaginais, que porventura possam evoluir para infecções urinárias. O especialista orienta que segurar a urina não torna a pessoa mais propícia à infecção, apesar de não ser um hábito saudável. Além disso, a recorrência do problema pode estar relacionada à higiene pessoal, fatores individuais e tratamentos errados prévios.

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