Em Minas Gerais, infrações que envolvem direção e uso de bebida e/ou outras drogas, aumentaram 13,4% em maio deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado – de 1.666 para 1.890, segundo a Polícia Civil.
A elevação ocorreu durante a pandemia de Covid-19, quando a orientação é que a circulação de pessoas diminua para evitar o contágio pelo vírus. O dado pode ser analisado sob duas óticas, segundo o delegado Rodrigo Fagundes, da Divisão Especializada em Prevenção e Investigação de Crimes de Trânsito do Detran-MG.
“As pessoas em casa estão fazendo ingestão de bebida alcoólica. E aquelas que insistem em pegar o veículo, seja por qual motivo for, apesar da orientação de ficar em casa, estão sendo abordadas nas blitze, que continuaram a ser realizadas”, disse. Ele ressaltou que o objetivo das operações é justamente coibir quem insiste em conduzir veículos sob efeito de álcool e outras substâncias psicoativas.
Nos casos de suspeita de embriaguez em condutor envolvido em acidente ou abordado em uma fiscalização, é ofertado o teste do etilômetro, popularmente conhecido como bafômetro. Quando há concentração de álcool no ar soprado é menor que 0,34 miligramas, o condutor é autuado pela infração de trânsito, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é recolhida, é aberto um processo administrativo para suspensão habilitação por 12 meses e é gerada a multa no valor de R$ 2.934, 70.
Dados da Superintendência de Informações e Inteligência Policial (SIIP) da Polícia Civil de MG,indicam que 79,5 mil inquéritos foram instaurados em virtude de autos de prisão em flagrante delito pelo crime de embriaguez ao volante, entre janeiro de 2014 e junho de 2020.