
O humorista está internado desde o dia 13 de março (Foto/Internet)
O tratamento que mantém o humorista Paulo Gustavo respirando é por oxigenação por membrana extracorpórea (Ecmo) e custa, em média, R$ 30 mil por dia. Conhecido como "pulmão artificial", o método foi barrado de ser disponibilizado pela rede pública, no Sistema Único de Saúde (SUS).
Paulo Gustavo está internado desde o dia 13 de março e, após uma melhora significativa, a saúde voltou a deterioras na sexta feira (2), chegando a precisar da espécie de "pulmão artificial".
Tratamentos médicos são oferecidos pelo SUS, principalmente nos casos de cirurgias cardíacas, como ponte de safena ou troca de válvula. O sistema também é utilizado para o tratamento de pneumonias graves, porém, foi barrado em 2015 pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) para esta finalidade.
Apesar da eficácia do tratamento, o Conitec levou em conta que são necessários centros especializados e um gasto bastante elevado e por isso, solicitou a elaboração de um protocolo de pesquisa.
Segundo o infectologista e chefe da Comissão de Controle de Infecção do Hospital Santa Lúcia, Werciley Júnior, este não é um tratamento habitual, porque é preciso dominar a técnica e ter experiência. “Existe muito risco de trombose e de sangramento. Então acaba por sendo segunda e terceira linha de tratamento. O custo acaba sendo alto e muitos planos de saúde não fazem a cobertura. O SUS não fornece por não ter estrutura para isso. Precisa de uma equipe, alguém que monitore o equipamento 24 horas", explica o infectologista.
*Com informações Estado de Minas