GERAL

Internautas acreditam que não houve preocupação com a contaminação do lençol da Baixa

O assunto esteve em pauta no Fórum JM, onde a maioria dos leitores avaliou a possibilidade de contaminação do lençol freático pelo aterro sanitário

Letícia Morais
Publicado em 31/05/2016 às 14:38Atualizado em 16/12/2022 às 18:40
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 Um estudo Hidrogeológico indica a possibilidade de contaminação do lençol freático no bairro rural da Baixa pelo aterro sanitário, localizado na avenida Filomena Cartafina. O assunto esteve em pauta no Fórum JM durante a semana e a maioria dos internautas acredita que não houve projeto para a escolha do local do aterro da cidade.

O morador do Jardim Guanabara, Marcelo Henrique, acredita nisso. Segundo ele, é óbvio que não houve nenhuma preocupação ou planejamento urbano e ambiental em relação ao aterro. “Afinal, onde está o estudo ambiental do aterro que deveria prever todas as problemáticas do assunto? Acredito que deve ser realizado um estudo de alguma forma de captação do chorume (drenagem), não permitindo que o material chegue ao lençol freático. Se existe a contaminação do lençol, o chorume está conseguindo percolar pela manta existente e chegando até as águas subterrâneas”, avaliou o leitor.

A internauta Mariana Costa, do bairro Volta Grande, segue o mesmo pensamento do leitor Antônio Sérgio Silveira Magalhães. Na opinião dela, são necessárias mais políticas públicas que incentivem a reciclagem do lixo. Por fim, a moradora Ana Paula Lacerda Ribeiro, do Cidade Nova, sugere a retirada do aterro sanitário do local. “Existem locais na região que poderiam ser usados para tal fim. Mas, do jeito que as coisas andam - politicamente falando-, vão esperar a água ser contaminada e a população ficar sem para então serem tomadas providências”, afirma Ana Paula.

Qualidade da água da Baixa é garantida com laudos do Codau

No dia 21 de maio, a Secretaria de Meio Ambiente (Seman) se reuniu com moradores da comunidade rural da Baixa para discutir a situação da água do local. No encontro foram apresentados laudos do Codau que comprovam que não há contaminação do lençol freático que abastece a comunidade.

Na ocasião, o secretário-adjunto Marco Túlio Machado Borges explicou que o aterro sanitário, que fica próximo à comunidade, é licenciado pelo governo estadual e que são feitos monitoramentos, sendo tomadas todas as medidas preventivas exigidas pelos órgãos estaduais com laudos. “Sobre as condições do solo do aterro, existe um laudo realizado em 2013 em que não há nenhum tipo de contaminação do solo. Já o outro, feito em 2014, aponta que há indícios de contaminação. Mas, como são laudos feitos em curto espaço de tempo, a Prefeitura, primeiramente, analisou a água e não há contaminação. Agora será feito um novo laudo do solo, que será enviado ao órgão ambiental e ao Ministério Público, caso seja solicitado”, disse.

Para que este laudo seja realizado, será feita uma licitação para contratação de empresa que fará o serviço e o prazo é como o de qualquer outro processo de licitação. “Os moradores podem ficar tranquilos, pois, apesar da solicitação deste laudo oficial, o solo e a água são monitorados, com laudos mais simples, exigidos pelo Estado há muitos anos”, destacou Marco.

Análises mensais. Com o objetivo de tranquilizar a comunidade, a Seman se comprometeu a enviar mensalmente à associação cópias das análises da água que forem realizadas.

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