GERAL

Intervalo entre doses da vacina Pfizer deve ser reduzido de 3 meses para 21 dias

Segundo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a segurança e a regularidade nas entregas da vacina são premissas para reduzir o período entre aplicações

Publicado em 26/07/2021 às 14:16Atualizado em 19/12/2022 às 02:39
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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou em entrevista nesta segunda (26) que é "muito provável" que a pasta anuncie a redução do intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina da Pfizer no Brasil. Em vez de esperar três meses pela segunda aplicação, os que foram ou ainda serão imunizados com a vacina receberão o reforço no intervalo de 21 dias.

O tempo é o previsto na bula da vacina da Pfizer, mas o Ministério da Saúde decidiu, no passado, ampliá-lo para três meses para conseguir imunizar mais rápido um maior número de pessoas com a primeira dose.

De acordo com o ministro, naquele momento, não havia certeza da quantidade de doses de Pfizer a serem recebidos neste ano. Por isso, o ministro optou por ampliar o número de vacinados com a primeira dose, mas com a segurança nas entregas, depende-se apenas da finalização do estudo da logística de distribuição interna dos imunizantes para bater o martelo sobre a redução do intervalo da Pfizer para 21 dias.

Ou seja, mesmo mantido o cronograma de entregas da Pfizer, sem antecipação, será possível a redução, desde que confirmada a capacidade logística da distribuição das ampolas. Queiroga ainda ressalta que a palavra final será dos técnicos e dos coordenadores do Programa Nacional de Vacinação (PNI), que estariam já em debate avançado sobre a possibilidade.

De acordo com Queiroga, a Pfizer "é muito pontual na entrega das vacinas", e até dezembro vai cumprir o contrato e disponibilizar mais 100 milhões de doses ao Brasil. Já a vacina de Oxford/ AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fiocruz, deve seguir com o intervalo de três meses, que é o previsto pela farmacêutica como ideal para o produto.

A antecipação da segunda dose pode ajudar a frear a epidemia no país, já que garante uma imunização mais efetiva contra o novo coronavírus. Pode ser importante também no combate à variante Delta, considerada mais contagiosa do que as outras que já circulam no Brasil.

A Delta já está se tornando predominante em vários países do mundo, mas ainda há dúvida se isso pode ocorrer no país, onde a Gama circula com maior intensidade, o que poderia frear o aumento da variante identificada originalmente na Índia.

*Com informações de Folha de S.Paulo

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