Não há negociações previstas entre os Estados Unidos e o Irã. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que não existem razões para iniciar conversas neste momento e negou que Teerã tenha solicitado um cessar-fogo.
Enquanto o governo iraniano promete manter o direito à autodefesa, Israel sustenta que o regime de Teerã já apresenta sinais de enfraquecimento. Mesmo assim, o porta-voz das Forças Armadas israelenses afirmou que as ofensivas continuarão. Já a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos informaram ter interceptado dezenas de drones e mísseis na região.
Na capital dos Emirados, Abu Dhabi, um cidadão palestino morreu após um míssil atingir um veículo nesta segunda-feira. O episódio ocorre em meio à continuidade dos ataques iranianos na região do Golfo, realizados como resposta à ofensiva conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
A operação militar teve início em 28 de fevereiro. Desde então, o Irã lançou ataques com drones e mísseis contra Israel e países vizinhos. Segundo informações divulgadas, os alvos incluem bases militares, interesses norte-americanos e também infraestruturas econômicas, especialmente do setor energético.
No domingo (15), o Ministério das Relações Exteriores do Irã negou declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia afirmado que Teerã estaria disposto a firmar um acordo. Por outro lado, o secretário de Energia norte-americano disse esperar que o conflito termine nas próximas semanas. O governo israelense, porém, avalia que os confrontos podem se estender por mais três a seis semanas.
Israel também declarou que não haverá negociações com o Líbano para encerrar o conflito. O chanceler israelense afirmou que, caso o presidente libanês e o Exército do país desejem paz, devem impedir que o Hezbollah realize ataques contra Israel a partir do território libanês.