O Irã avalia a cobrança de taxas de passagem para navios que utilizam o Estreito de Ormuz, segundo informou um parlamentar iraniano nesta quinta-feira (19). A medida é entendida como uma tentativa de explorar financeiramente o controle estratégico que Teerã exerce sobre a rota, por onde circula cerca de um quinto do petróleo e do gás liquefeito do mundo.
Desde o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, Teerã tem restrito a passagem de embarcações consideradas ligadas a seus adversários ou a aliados destes países.
De acordo com a Agência de Notícias dos Estudantes do Irã, o parlamento do país analisa um projeto que obrigaria nações que utilizam o estreito para transporte marítimo, energia ou alimentos a pagar pedágios e impostos.
Um assessor do líder supremo iraniano afirmou que, ao fim da guerra, será criado “um novo regime para o Estreito de Ormuz”, permitindo que o país imponha restrições a países que o sancionaram.
“Com a posição estratégica do Estreito de Ormuz, podemos sancionar o Ocidente e impedir que seus navios atravessem a região”, disse Mohammad Mokhber à agência Mehr.
Especialistas internacionais alertam que qualquer medida desse tipo pode gerar impactos significativos no comércio global, elevando preços de petróleo e gás e afetando cadeias de suprimentos de alimentos e energia.