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Irmã não duvida que Lindoval matou Virlanea

Enquanto aguarda sentença no processo que apura o assassinato da estudante de Medicina que teria sido vítima do ex-namorado...

Gislene Martins
gislene@jmonline.com.br
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 13:33
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Enquanto aguarda sentença no processo que apura o assassinato da estudante de Medicina que teria sido vítima do ex-namorado, a família de Virlanea Augusta de Lima acompanha o noticiário em torno dos fatos, bem como tem um advogado constituído atuando como assistente da acusação.

A julgar pelo que declarou em  juízo a irmã da vítima, a família não tem dúvida da autoria atribuída a Lindoval Jesus Pereira. Antes mesmo de a polícia começar a investigar os fatos, Daniela Tavares de Lima, auxiliar de escritório, de 25 anos de idade, tinha como certo que Lindoval seria o responsável pelo desaparecimento de Virlanea, na manhã de 12 de outubro do ano passado.

Mais que irmã, ela conhecia e participava ativamente da vida da vítima. Daniela telefonou várias vezes para o réu naquela manhã, indagando o paradeiro da irmã, que saiu de casa para ir trabalhar, se surpreendendo quando Lindoval revelou ter conhecimento de que Virlanea tinha plantão naquele domingo. Afinal, a plantão fora definido na noite anterior, quando eles já não eram namorados.

Mais do que isto, Daniela soube pelos vizinhos que o Monza vinho que Lindoval comprara fora visto rondando a casa de sua família, fato que teria ocorrido várias vezes, inclusive na manhã dos fatos. Por outro lado, no depoimento que prestou na Justiça como informante em razão de ser irmã da vítima, a auxiliar administrativa revelou que já tinha planos de se mudar com a irmã, cogitando até mesmo deixar Uberaba após se formar, o que deveria ocorrer ainda em 2008. No mínimo, mudariam de bairro, mas não houve tempo.

Durante as duas horas em que falou em juízo, ela detalhou a dificuldade financeira da irmã, garantindo que Virlanea começou a namorar o suspeito de seu assassinato quando fazia o 2º ano colegial, no Colégio Dr. José Ferreira, onde era bolsista. Por outro lado, desmentiu que Lindoval tenha custeado as despesas com a educação formal da namorada, e que o mesmo ajudava, de vez em quando, presenteando Virlanea com vales-transporte. Já o cursinho para ingresso na faculdade de Medicina – garantiu – foi sua mãe quem custeou, fazendo salgados e doces para vender.

Outra. No processo também chama atenção testemunho prestado por Rogério Cortes de Oliveira,  um pedreiro/carpinteiro de 47 anos e melhor amigo do réu, dando conta que ouvira do amigo que, além de namorar a vítima, Lindoval tinha outra namorada, fato até então desconhecido.

Errata. Diferente do que fez constar na matéria publicada ontem no JM, quando já não namorava mais com Lindoval, a vítima manteve relacionamento com um colega, e não uma colega de faculdade. Na redação do texto houve erro de digitação da repórter.

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