GERAL

Juiz dá puxão de orelha em militares

É o que se vê em sentença do juiz Wagner Guerreiro, que atualmente responde pela 3ª Vara Criminal de Uberaba

Gislene Martins
gislene@jmonline.com.br
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 12:52
Compartilhar

É o que se vê em sentença do juiz Wagner Guerreiro, que atualmente responde pela 3ª Vara Criminal de Uberaba, no processo contra Roberto de Oliveira, preso desde o fim do ano passado. Mais do que a falta de prova material que caracterizasse crime de tráfico, os depoimentos dos policiais que efetuaram a prisão do réu criaram uma situação insustentável.

Ao juiz restou como única alternativa inocentar Roberto do alegado crime de tráfico, também determinando a sua soltura da penitenciária, onde se encontrava desde a data de sua prisão, em novembro de 2008. Wagner Guerreiro concluiu como inconcebível a versão apresentada pelos militares. Afinal, prenderam o réu alegando flagrante de venda de droga, bem como atribuíam a ele a venda de uma arma para um adolescente, no valor de R$ 400, dando causa à prisão em flagrante.

Entretanto, os mesmos policiais só teriam encontrado com Roberto a quantia de R$ 26,75 (em dinheiro), bem como uma lâmina (Gillette) com resquícios de entorpecente. Para piorar, os militares que estariam fazendo “campanha” no dia dos fatos não conseguiram esclarecer dúvidas elementares. Embora estivessem usando motopatrulha, levaram mais de uma hora para chegar ao menor que teria comprado a arma, bem como ao adolescente que teria adquirido a droga vendida pelo elemento suspeito. Afinal, ficou demonstrado no processo, que não houve fuga de quem quer que seja, bem como sequer encontraram prova material, como a droga comercializada e os R$ 400 reais que o denunciado teria recebido em pagamento pela arma.

No julgamento em que o réu foi absolvido do crime de tráfico, a autoridade aponta os desencontros das testemunhas policiais, bem como afirma textualmente que os militares apresentaram versões confusas. Aproveita para lembrar que o garoto que teria comprado a arma estaria usando bicicleta, mas ainda assim não foi perseguido pelos militares, que usavam veículo bem mais ágil, ou seja, motopatrulha.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por