Após pouco mais de seis horas, Tribunal do Júri condenou ontem Wellington Sebastião da Silva pelo assassinato de Rogério Alves Martins
Após pouco mais de seis horas, Tribunal do Júri condenou ontem Wellington Sebastião da Silva pelo assassinato de Rogério Alves Martins. O crime ocorreu no dia 28 de fevereiro de 2010, na rua Topázio, bairro de Lourdes. A vítima foi morta com três disparos de arma de fogo dentro de um bar. Toda a ação foi filmada pelas câmeras de segurança do estabelecimento comercial. As imagens constam na ação penal e foram utilizadas durante o julgamento.
A defesa exercida pelo advogado Leuces Teixeira de Araújo utilizou como estratégia a legítima defesa própria e ainda o homicídio privilegiado, que é aquele cometido após violenta emoção, depois de injusta provocação da vítima.
Já a acusação, desempenhada pelo promotor de Justiça Alcir Arantes, buscava a condenação do réu, nos termos da denúncia, de homicídio duplamente qualificado – motivo torpe e meio que impossibilitou a defesa da vítima.
Durante os debates houve uma discussão acalorada envolvendo o juiz-presidente, Ricardo Cavalcante Motta, e o advogado de defesa. Para Leuces, o impasse se deu em razão dos “ranços” que ainda existem no Judiciário e no Ministério Público.
Por maioria, o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri acatou em parte a tese da acusação, ou seja, do homicídio qualificado – meio que impossibilitou a defesa da vítima – e ainda o privilégio. O juiz-presidente arbitrou pena de oito anos de prisão em regime fechado. Quanto à decisão, ainda cabe recurso junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A defesa ainda não sabe se irá recorrer.