Prisão preventiva do zootecnista Djalma Bessa Ferreira, apontado como principal suspeito do assassinato do empresário Alberto Stacciarini, foi indeferida pela Justiça
Prisão preventiva do zootecnista Djalma Bessa Ferreira, apontado como principal suspeito do assassinato do empresário Alberto Stacciarini, foi indeferida pela Justiça. O juiz Ricardo Cavalcante Motta, da 1ª Vara Criminal, negou a solicitação feita na quinta-feira passada pelo delegado do Departamento de Investigações de Homicídios e Proteção à Pessoa, de Belo Horizonte, Alexandre Oliveira Fonseca. O juiz acompanhou o parecer, feito na sexta-feira (17) pelo promotor Laércio Conceição Lima, entendendo não haver fundamentos concretos para decretar a prisão preventiva do suspeito. No despacho de apenas uma página, Motta afirma não existirem, “no momento”, motivos para a prisão preventiva. “Não há risco para a ordem pública ou para a aplicação da lei penal”, diz. Para ele, o contexto apresentado no inquérito pela autoridade policial é frágil para preencher os requisitos previstos no Código Penal. De acordo com o juiz, o indiciado é radicado na cidade e nunca demonstrou perspectiva de fuga até então e o risco de interferir na instrução criminal ainda se mostra como uma projeção. Para o advogado de defesa, Cláudio Fontoura, a decisão é bem sucinta, mas parece ser um recado para o zootecnista, pois deixa claro que a sentença pode ser revertida caso surjam fatos novos contra o suspeito. “Esta decisão vem com muito alerta, mas é desnecessário, visto que a preventiva pode ser dada a qualquer momento”, afirma.