O Júri Popular, que estava marcado para ontem, sobre o assassinato da estudante de jornalismo Jaquelaine Arruda Mamede foi adiado
O Júri Popular, que estava marcado para ontem, sobre o assassinato da estudante de jornalismo Jaquelaine Arruda Mamede foi adiado e agora, só deve acontecer em 2017. O cancelamento se deu por conta do falecimento da mãe do promotor Alcir Arantes.
O auxiliar de produção André Inácio de Albuquerque será submetido a Júri Popular pelo assassinato de Jaquelaine. O crime aconteceu no dia 17 de julho de 2014. O réu será julgado por homicídio duplamente qualificado – motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
A motivação do crime teria sido uma suposta chantagem que o auxiliar de produção estava sofrendo por parte vítima, que também era garota de programa. Jaquelaine ameaçava contar à esposa do réu o programa que teria feito com ele meses antes, caso não pagasse o valor combinado.
Em depoimento judicial, André confessou o crime, afirmando que houve um desentendimento entre ambos, e Jaquelaine lhe desferiu um tapa na cara. Neste momento houve o disparo acidental de arma de fogo. Ele disse que não mirou em nada e que saiu correndo do local quando viu que ela caiu, mas nem sabia que a tinha matado.
O auxiliar de produção foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver. Na sentença, o juiz Ricardo Cavalcante Motta afirma, na decisão, que o fogo ateado no canavial onde o corpo da vítima foi encontrado não tem o condão de caracterizar a vontade do réu em ocultar o cadáver da estudante universitária.