Juíza-presidente do Tribunal do Júri, Juliana Miranda Pagano acatou pedido da promotora Silvana da Silva Azevedo para adiar o julgamento popular de Judivan Batista Moreira
Foto/Neto Talmeli
Juíza Juliana Miranda Pagano acatou ao pedido da promotora Silvana da Silva Azevedo para adiar o julgamento
Juíza-presidente do Tribunal do Júri, Juliana Miranda Pagano acatou pedido da promotora Silvana da Silva Azevedo para adiar o julgamento popular de Judivan Batista Moreira. Ele é acusado de homicídio qualificado de um menor que cumpria pena socioeducativa no Centro de Reeducação do Menor Infrator (Caresami) em julho de 2006.
De acordo com o defensor público Marcelo Tonus de Mendonça, responsável pelo réu, a Promotoria pediu o adiamento em razão da ausência de uma testemunha de acusação, cujo depoimento em juízo é considerado importante para o esclarecimento dos jurados em relação ao caso. Neste sentido, um novo julgamento foi marcado para o próximo dia 18.
Segundo a denúncia, o motivo do crime supostamente cometido por Judivan seria vingança, uma vez que a vítima era suspeita de ter participado do assassinato de um integrante de uma gangue rival, Fernando da Cruz Maciel, uma semana antes, no Gameleiras 2. Em junho de 2009, outros três acusados de participação no crime foram condenados a 14 anos de prisão.
Judivan Batista chegou a ser julgado em 2010, mas foi absolvido do crime. Porém, após recurso do Ministério Público, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais anulou o julgamento por considerar que a decisão foi contrária às provas.