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Júri absolve acusado de matar engenheiro a mando do filho

Reviravolta no chamado “crime do Jardim São Bento”. Depois de oito horas de julgamento, Isaías Jeferson dos Santos, acusado de ser o executor do crime, foi absolvido no Fórum Melo Viana

Daniela Brito
Publicado em 22/07/2014 às 22:09Atualizado em 19/12/2022 às 06:47
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Reviravolta no chamado “crime do Jardim São Bento”. Depois de oito horas de julgamento, Isaías Jeferson dos Santos, acusado de ser o executor do crime, foi absolvido no Fórum Melo Viana. Ele se sentou no banco dos réus acusado da morte do engenheiro Dásio Nunes de Freitas, 69 anos, ocorrida no dia 23 de junho de 2007. Isaías também foi absolvido de duas acusações de tentativa de homicídio. A primeira praticada contra a mulher do engenheiro, a dona de casa Maria Ângela Pinheiro de Freitas, e a segunda contra o mototaxista Cristiano Souza Pessoa. O julgamento que pertenceu à 3ª Vara Criminal foi presidido pela juíza Maria Jacira Ramos e Silva, do Projeto Novos Rumos, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

De acordo com a denúncia, Isaías teria sido contratado pelo filho adotivo do casal, Gustavo Pinheiro de Freitas, que tinha interesse na apólice milionária do seguro de vida dos pais.

A defesa, feita pelos advogados Lucas Teixeira de Ávila e Rodrigo Daniel de Resende, utilizou como estratégia a negativa de autoria. Segundo eles, o executor do crime teria sido um irmão de Isaías, de nome “Daniel”, assassinado com um tiro nas costas cinco meses depois, em Sacramento, como “queima de arquivo”. Foram feitas interceptações telefônicas durante as investigações que levaram a polícia até Isaías. A defesa utilizou no julgamento como prova da negativa de autoria a informação de que o celular do réu teria sido furtado por Daniel. Este, por sua vez, teria utilizado o celular do irmão para falar no dia do crime com o mandante, o filho do casal.

Apenas uma testemunha foi ouvida durante o julgamento. O Conselho de Sentença, formado por três mulheres e quatro homens, acatou a estratégia de defesa e, por maioria, absolveu Isaías. Para o advogado Lucas, os jurados fizeram Justiça. “Não havia provas para a condenação”, afirma. A acusação foi realizada pela promotora de Justiça Aimara Brito, que adiantou à reportagem que irá recorrer da decisão.

Mandante. O filho do casal foi submetido a júri popular no dia 5 de junho de 2009, sendo condenado a 25 anos de prisão em regime fechado. Também condenado pelo crime a então namorada de Gustavo, na época menor de idade, que cumpriu medidas socioeducativas impostas pela Vara da Infância e Juventude.

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