Vítima, de 24 anos, foi atingida com sete tiros; ela chegou a ser socorrida pelo resgate e encaminhada ao Hospital de Clínicas da UFTM, mas não resistiu aos ferimentos
Fot Fernanda Borges
Júlio César Ferreira e Maicon Henrique de Almeida Machado foram absolvidos ontem, em júri popular, pela tentativa de homicídio praticada contra Danilo de Castro Rodrigues de Paula, o “Foguinho”. O crime ocorreu na rua Delfim Moreira, 278, bairro Fabrício, no dia 17 de outubro de 2007. A vítima, de 24 anos, foi atingida com sete tiros. Ele chegou a ser socorrido por unidade de resgate e encaminhado ao Hospital de Clínicas da UFTM, mas não resistiu aos ferimentos.
O Tribunal do Júri foi presidido pelo juiz Ricardo Cavalcante Motta, no Fórum Melo Viana. A defesa, desempenhada pelo advogado Rondon Fernandes de Lima, utilizou como estratégia a negativa de autoria e a acusação, feita pelo promotor de Justiça, Alcir Arantes, pediu pela absolvição dos réus.
Julgamento estava marcado para agosto do ano passado, mas o júri foi adiado a pedido da defesa. De acordo com informações da 1ª Vara Criminal, na época, o adiamento ocorreu a pedido do advogado de defesa, Rondon Fernandes de Lima, que anexou aos autos um atestado de saúde.
O crime. Uma testemunha contou à polícia que escutou aproximadamente dez tiros e depois presenciou a fuga dos autores em um veículo Gol de cor dourada, no sentido da rua Tiradentes, e anotou a placa: JYI-6869. Logo após a prisão, Júlio César e Clebinho (Cleber Luiz Tavares, 19), outro envolvido no crime, disseram aos militares que tinham uma rixa com Danilo desde o último carnaval, mas não quiseram contar por qual motivo. Desde então eles estariam trocando ameaças mútuas.
Em 5 de agosto de 2007, Danilo já havia sido alvo de uma tentativa de homicídio em um bar no bairro Universitário. Foguinho passava na porta do estabelecimento, quando se aproximou um homem conduzindo motocicleta e, armado com revólver, começou a atirar em direção à vítima. Danilo correu no sentido de um estacionamento, sendo perseguido e atingido nas costas por uma das balas, na altura do ombro esquerdo.