Tribunal do Júri condenou Rafael Miani dos Santos e Victor Dagrava Vieira pelo assassinato de Tiago Augusto Borges, no conhecido crime do lava-jato, ocorrido no dia 18 de junho
Tribunal do Júri condenou Rafael Miani dos Santos e Victor Dagrava Vieira pelo assassinato de Tiago Augusto Borges, no conhecido “crime do lava-jato”, ocorrido no dia 18 de junho de 2010, no Jardim Induberaba. O julgamento teve início na manhã de quarta-feira e só terminou às 3h da madrugada de quinta-feira. O primeiro teve a pena arbitrada em doze anos de prisão e o segundo, treze anos. Ambas as penas terão de ser cumpridas em regime fechado. Acusado de ser o mandante, Gildo Ribeiro do Nascimento, vulgo Zoi, foi absolvido por cinco votos a dois pelo corpo de jurados. “Zoi” foi defendido pelos advogados Lucas Teixeira de Ávila e Rodrigo Daniel Resende – que chegou a ter a prisão decretada, por desacato, a pedido do juiz da 3ª Vara Criminal, Daniel Botto Colaço, após audiência de instrução e julgamento do processo, em maio de 2011. O caso foi parar na Delegacia de Polícia. Para Lucas Teixeira, a absolvição foi uma vitória em virtude destes acontecimentos que marcaram a fase processual. Rafael Miani - que durante o julgamento assumiu a autoria do assassinato - foi defendido pelo defensor público Marcelo Tônus Mendonça e, Victor Dagrava por Glauco de Oliveira Marciliano - também defensor público. A acusação foi feita pelo promotor de Justiça Henry Vasconcelos, que recentemente atuou no julgamento do ex-goleiro Bruno, em Belo Horizonte. Seu desempenho foi bastante elogiado pelos advogados de defesa do réu absolvido. Os dois avaliaram o trabalho dele como técnico e combativo. Henry Vasconcelos só foi nomeado para atuar no julgamento visto que nenhum outro lotado na comarca uberabense pode substituir as férias do promotor Alcir Arantes. O próximo julgamento acontece somente na quinta-feira da semana que vem, dia 18 de abril. Geison Correa dos Santos – que se encontra preso – enfrenta o júri popular pelo homicídio qualificado praticado contra Tiago Faria Gonçalves, ocorrido em 2010, por causa de R$ 400 em dívidas de drogas.