Em julgamento pela morte de Willian Alves, em setembro de 2015, jurados condenaram Hudson Silva Pereira a pena de 11 anos e oito meses
Neto Talmeli
Hudson Silva Pereira ouve a leitura da sentença, que prevê pena de 11 anos e oito meses de reclusão em regime, inicialmente, fechado
Em julgamento ontem pela morte de Willian Alves, em 13 de setembro de 2015, os jurados condenaram Hudson Silva Pereira a pena de 11 anos e oito meses de reclusão, em regime, inicialmente, fechado, por homicídio privilegiado qualificado. Já Carlos Eduardo Alves de Oliveira foi absolvido da acusação de homicídio duplamente qualificado e condenado a um ano em regime aberto por corrupção de menor.
De acordo com o defensor público Glauco de Oliveira Marciliano, para a defesa de Hudson Silva Pereira foi sustentada a tese de privilégio de relevante valor moral por violenta emoção e injusta provocação da vítima, visto que o homicídio se deu em razão de uma briga ocorrida entre a vítima Willian Alves e o pai de Hudson em um bar algum tempo antes. Alternativamente, o defensor também solicitou o decote das qualificadoras de motivo fútil e do recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O júri acolheu a tese de privilégio, mas manteve a segunda qualificadora.
Já a defensora pública Janaína Damas adotou a tese de negativa de autoria para a defesa de Carlos Eduardo Alves de Oliveira, o que foi acolhido pelos jurados. Porém, o réu também respondia por corrupção de menores, visto que a acusação sustentava que os réus teriam tido o apoio de dois menores para matar a vítima. Encaminhado à Vara da Infância e Juventude, foi considerado que um dos adolescentes teria realmente participado do crime e ele recebeu aplicação de medida socioeducativa. Em razão disso, os jurados também condenaram Carlos Eduardo por corrupção e a pena foi fixada em um ano em regime aberto.
Crime. O corpo de Willian Alves foi encontrado à margem de um córrego dentro de um matagal no bairro Beija-Flor 1, nas imediações da rua Tereza Magalhães Matos. A vítima apresentava pelo menos de três perfurações de faca na altura do tórax e no pescoço e foi removido com auxílio da equipe do Corpo de Bombeiros. Denúncia anônima teria revelado que, por volta de 17h, ocupantes de uma caminhonete teriam “desovado” o corpo no córrego após arrastar a vítima pela rua até o matagal.