As taxas de juros cobradas dos consumidores tiveram alta em outubro e atingiram o maior nível em um ano, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças
As taxas de juros cobradas dos consumidores tiveram alta em outubro e atingiram o maior nível em um ano, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Os juros médios das operações de crédito tiveram alta de 0,03 ponto percentual, passando de 5,53%, em setembro, para 5,56% em outubro. A taxa anual média subiu de 90,77% ao ano para 91,42%. Essas são as maiores taxas médias registradas desde novembro de 2012.
Cinco linhas. Das seis linhas de crédito pesquisadas pela Anefac, cinco tiveram alta. A taxa média de juros cobrada no comércio saiu de 4,14% para 4,19% ao mês. Os juros do cheque especial, que eram de 7,83% ao mês em setembro, passaram para 7,89% em outubro. Nas linhas de Crédito Direto ao Consumidor, a taxa média saiu de 1,64% para 1,65% ao mês. No empréstimo pessoal oferecido pelos bancos, a taxa ficou em 3,16% ao mês, ante 3,12% em setembro. Nas financeiras, os juros passaram de 7,07% para 7,09%. Apenas uma das taxas pesquisadas pela Anefac não subiu. Os juros cobrados no crédito rotativo do cartão de crédito ficaram estáveis em 9,37% ao mês. Ainda assim, essa é uma das maiores taxas cobradas no mercado de crédito no Brasil. Equivale a 192,94% ao ano.
Expectativa. O coordenador da pesquisa de juros da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, diz que o aumento pode ser atribuído à última elevação da Selic promovida pelo Banco Central. A taxa básica da economia brasileira passou, no dia 9 de outubro, de 9% para 9,5% ao ano. A expectativa, segundo Oliveira, é de mais alta nos próximos meses, até porque a tendência é de que a Selic tenha nova alta na próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, no fim de novembro.