O conjunto de medidas extremas adotado em maio pela Administração do TRT-MG com o objetivo de reduzir despesas de custeio
O conjunto de medidas extremas adotado em maio pela Administração do TRT-MG com o objetivo de reduzir despesas de custeio e, com isso, evitar o fechamento da Justiça do Trabalho em razão do corte orçamentário de R$47 milhões imposto pela Lei Orçamentária, tem alcançado importantes resultados. Nas quatro maiores comarcas do interior do Estado, entre elas Uberaba, a redução nos gastos com energia elétrica chegou a 52,6%.
Em Belo Horizonte, as contas dos prédios da Justiça do Trabalho, relativas a junho, somaram R$103.289,49 contra R$204.988,51 relativos ao consumo de abril, proporcionando economia de R$101.699,02, o que corresponde a redução de 49,6% em um mês. No interior, os resultados também foram bons, a julgar pela amostragem representada pelas unidades de Coronel Fabriciano, Divinópolis, Uberaba e Uberlândia, cujas contas somadas caíram de R$46.856,11 no consumo de abril e maio, para R$22.206,64 em junho. Isso representa uma economia de R$24.649,47 (52,6%).
Essa economia, na avaliação do engenheiro e servidor do TRT, Luiz Himer Campos, responsável pelo controle, validação e questionamento das faturas de energia e água, pode ser comparada às reduções obtidas em economia de guerra. “E foi obtida graças à adoção de medidas extraordinárias, como o encerramento das atividades às 16 horas, de forma a evitar o consumo no horário em que é mais caro; restrição ao uso da climatização, tendo em vista o alto consumo do serviço; e desligamento temporário de parte da iluminação até o nível mínimo adequado à continuidade dos trabalhos”, avalia.
As medidas adotadas pelo TRT-MG para a redução do consumo de energia elétrica foram extraordinárias, visto que o sistema do Tribunal já é bem econômico, em função de práticas adotadas ao longo dos anos.