Concessionária responsável pela administração do aeroporto de Confins, BH Airport, entrou com um mandado de segurança com pedido de liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta quarta-feira (8). A ação é contra a portaria que fala sobre a reativação da operação de voos comerciais para todo país, no aeroporto da Pampulha, publicada no dia 25 de outubro pelo Ministério dos Transportes.
Em entrevista ao jornal O Tempo, o presidente da concessionária, Adriano Pinho, afirmou que o pedido se baseia na falta de motivação, uma vez que no mês de maio o próprio Ministério dos Transportes havia publicado portaria determinando a vocação de Pampulha para voos regionais. Pinho lembra que, no dia da publicação da nova portaria, era véspera da votação sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer. “O que nos leva a entender que a motivação foi política”, avalia, destacando que o STJ pode demorar de 48 horas a uma semana para avaliar a suspensão da portaria.
Foi realizada reunião com o objetivo de rechaçar a volta dos voos da Pampulha. Participaram do encontro promovido pela Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas), a BH Aiport, representantes da hotelaria, dos moradores e prefeitos da cidade do entorno de Confis.
Em contrapartida, o representante da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Mário Jorge Oliveira, defendeu a retomada das operações e disse que é possível existir operações simultâneas. Contudo, o representante não deu detalhes sobre o cronograma elaborado.
A Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) começa a divulgar, nesta segunda-feira (13), o resultado da alocação dos slots solicitados. Depois disso, as companhias aéreas estarão permitidas a solicitar os horários de voos. A Anac informou que já recebeu 77 pedidos.
*Com informações do jornal O Tempo