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Justiça nega pedido de habeas corpus de advogada envolvida em crimes em Iturama

Publicado em 21/07/2020 às 06:48Atualizado em 18/12/2022 às 08:01
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Foto/divulgação

A operação que prendeu a quadrilha envolvida em roubos e extorsões contou com o apoio do Gaeco Uberaba

A advogada de Iturama presa durante a Operação Menina Veneno, em junho, teve o pedido de habeas corpus negado pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A advogada é apontada como chefe de uma organização criminosa que atuava em cidades do Triângulo Mineiro e Sul de Minas.

O pedido de liminar de habeas corpus foi feito pela defesa da advogada que, entre outros motivos apresentados, alegou que ela estaria sofrendo constrangimento ilegal e que estaria correndo risco de contágio pela Covid-19 na prisão.

A advogada continua presa preventivamente no Presídio Jacy de Assis, em Uberlândia, até o final do processo e eventuais recursos.

No dia da operação, foram cumpridos mais sete mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, nas cidades de Iturama, Uberlândia e Itajubá. Ao todo, sete pessoas foram presas: a advogada, o companheiro dela, que é empresário, três agentes públicos e dois homens. 

As investigações tiveram início no mês de janeiro de 2020 e apontaram para possíveis delitos cometidos por uma advogada, um empresário, agentes públicos e ladrões na cidade de Iturama/MG.

De acordo com informações da operação, em abril/2019, segundo registros constantes em boletins de ocorrência, autores realizaram roubo de defensivos agrícolas em uma propriedade rural localizada na região de União de Minas/MG, materiais estes avaliados em R$ 200.000,00. 

Após o roubo, a advogada passava a contactar e a extorquir as vítimas de furtos/roubos dos defensivos agrícolas, bem como os criminosos, oferecendo resgate para recuperar as mercadorias, mediante vantagem financeira. Para sucesso na ação, a advogada obtinha a localização dos criminosos através de acesso a informações confidenciais repassadas por agente públicos, mediante propina.

A partir daí, através de um esquema de corrupção, violação de sigilos profissionais e aliciamento da investigação criminal, agentes públicos passavam a identificar, contatar e pressionar os criminosos, fazendo com que entregassem os produtos subtraídos em troca de vantagem financeira.

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