Outra audiência foi realizada nos autos da ação penal que apura suposta fraude em licitação para contratação de agência de publicidade
Outra audiência foi realizada nos autos da ação penal que apura suposta fraude em licitação para contratação de agência de publicidade, no ano de 2007, na gestão do então prefeito Anderson Adauto (PRB). O processo tramita na 1ª Vara Criminal, cujo titular é o juiz Ricardo Cavalcante Motta. No entanto, testemunhas foram ouvidas na terça-feira (21), em audiência realizada na 2ª Câmara Criminal da comarca de Salvador (BA).
Em maio, cinco testemunhas da defesa foram ouvidas em audiência de instrução e julgamento. O réu, o ex-prefeito, acompanhou as oitivas, mas não prestou depoimento. A defesa tenta mostrar que todo o trabalho contratado pela agência de publicidade, por meio de decreto emergencial, foi devidamente prestado e, por isso, não houve dano aos cofres públicos. Tanto que as testemunhas arroladas foram, na maioria, proprietários de veículos de comunicação.
A ação é decorrente de denúncia feita pelo engenheiro civil e comerciante Marcelo Alexandre Diniz. Ele foi ouvido durante a audiência de instrução e julgamento e criticou a estratégia da defesa, destacando que a ação apura contratação irregular da empresa, por meio de um decreto emergencial, pelo valor de R$1,2 milhão, e não se a verba de publicidade foi gasta. Além disso, ele diz que os recursos foram gastos sem cunho emergencial, como, por exemplo, a divulgação dos 150 anos do aniversário de Uberaba, patrocínio de um campeonato de futsal, ajuda a entidades ligadas ao ramo supermercadista, divulgação dos 150 anos do Espiritismo, entre outros.
Antes de ser prolatada a sentença judicial, ainda há outras testemunhas que devem ser ouvidas por meio de carta precatória. Em seguida, deverão ser apresentadas as alegações finais pelas partes.