MPSC solicita novas diligências à Polícia Civil para preencher lacunas na investigação sobre morte de animal comunitário em Florianópolis
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou à Polícia Civil novas diligências sobre a morte do cão Orelha em Florianópolis (SC). A 10ª Promotoria de Justiça da Capital analisou o caso nesta segunda-feira (9/2) e levantou a possibilidade de realizar a exumação do corpo do animal para reconstruir os fatos com maior precisão.
O órgão identificou lacunas na apuração sobre a participação de adolescentes em atos infracionais análogos a maus-tratos. "Por hora, o pedido de exumação é uma possibilidade", afirmou o Ministério Público. Além da agressão física, a investigação apura a prática de coação no curso do processo envolvendo familiares dos suspeitos e o porteiro de um condomínio.
O animal comunitário vivia na Praia Brava e precisou passar por eutanásia após ser encontrado ferido em janeiro. O caso ganhou repercussão após a identificação de um grupo de jovens que teria agredido o cachorro e tentado afogar um segundo animal, chamado Caramelo. Mais de 20 pessoas foram ouvidas durante as oitivas policiais.
As investigações apontam contradições no depoimento de um dos adolescentes, que afirmou estar na piscina do prédio no horário do crime. No entanto, imagens de câmeras de segurança mostram o jovem saindo do condomínio às 5h24 e retornando às 5h58.
O suspeito viajou para os Estados Unidos no dia em que a polícia identificou o grupo e foi interceptado ao retornar ao Brasil em 29 de janeiro. Diante dos fatos, a Polícia Civil já solicitou à Justiça a internação do adolescente.
Paralelamente, três familiares dos envolvidos foram indiciados por coação após supostamente ameaçarem o porteiro do prédio, testemunha-chave do processo. O caso segue sob sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Fonte: O Tempo