Justiça recebeu o pedido de liberdade provisória de Matusalém Ferreira Júnior. Informação é do advogado Marcus Fernandes. Ele protocolou o instrumento jurídico na tarde de quinta (7)
Justiça recebeu o pedido de liberdade provisória de Matusalém Ferreira Júnior. A informação é do advogado de defesa, Marcus Fernandes. Ele protocolou o instrumento jurídico na tarde de quinta-feira (7), no Fórum de Igarapava. O réu responde como mandante do triplo homicídio praticado contra Izabella Gianvechio e os gêmeos Lucas Alexandre Marques Gianvechio e Ana Flávia Marques Gianvechio.
Para o advogado, o pedido deve ser analisado nos próximos dias, e não descarta ocorrer durante o plantão deste fim de semana. Marcus Fernandes também está confiante no deferimento da liberdade do cliente, tendo em vista os argumentos colocados nos autos. De acordo com ele, onze motivos ensejam a liberdade de Matusalém. Entre eles, destacam-se os bons antecedentes do réu, que possui residência fixa, trabalho lícito e por ser réu primário. Além disso, o defensor lembra que existe dúvida razoável em relação à autoria do mando, salientando ainda que o cliente permaneceu preso durante as investigações, que já foram encerradas. “O juiz que for analisar o pedido deve cumprir a lei e, neste caso, deferir a liberdade provisória. Ele não pode negar, pois meu cliente cumpre todos os requisitos legais. Não há motivos para mantê-lo preso. Seria totalmente ilegal”, diz. O advogado também adianta que se o pedido for negado, haverá interposição de recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
O pedido de liberdade provisória será analisado pelo juiz da 1ª Vara Criminal do Fórum da Comarca de Igarapava. O réu está preso desde o mês passado, na Penitenciária Doutor Augusto César Salgado, no município de Tremembé (SP). Antes, ele ficou detido no Centro de Detenção Provisória (CDP), em Franca (SP).
O crime ocorreu em fevereiro. As vítimas foram mortas entre os municípios de Buritizal e Aramina, cidades que integram a comarca de Igarapava. Izabella, de 22 anos, foi assassinada com um tiro na cabeça. Ana Flávia e Lucas, de um mês e meio, foram assassinados a tiros em um matagal. O executor dos disparos teria sido Antônio Moreira Pires, conhecido como “Pedrão” - denunciado como executor do triplo homicídio, que também está preso na penitenciária de Tremembé.