Previsão era arrecadar R$14 milhões, mas apenas um terreno em Veríssimo e um imóvel comercial em Conceição foram vendidos, cujos valores somados não chegam a R$1 milhão
Foto/Jairo Chagas
Processo de recuperação judicial está em trâmite e é conduzido pelo juiz auxiliar Stefano Renato Raymundo, da Vara de Execuções Fiscais, Empresariais e Registros Públicos
Aguardado por credores e 300 ex-funcionários, o leilão da Copervale Alimentos S.A. visava arrecadar cerca de R$14 milhões. Porém, a hasta pública realizada ontem não obteve o resultado esperado. Dos mais de 20 bens que seriam vendidos no Fórum Melo Viana, apenas dois foram arrematados. O processo de recuperação judicial está em trâmite na Vara de Execuções Fiscais, Empresariais e Registros Públicos de Uberaba, desde 2013, e é conduzido pelo juiz auxiliar Stefano Renato Raymundo e pela administradora judicial Elizete Beatriz Seixlack.
O leilão colocou à venda 27 imóveis em diversos pontos estratégicos de Uberaba e nas cidades de Conceição das Alagoas, Campo Florido, Veríssimo e Água Comprida. No entanto, apenas um terreno, sem benfeitorias, situado na cidade de Veríssimo, de 170m², e um imóvel comercial em Conceição das Alagoas, com 660m², onde hoje funciona um dos mais importantes supermercados daquela região, foram arrematados. O primeiro pelo valor de R$12 mil e o segundo, mais valorizado, por R$840 mil.
O principal destaque do leilão, um conjunto de imóveis comerciais com 2.751m² na avenida Leopoldino de Oliveira, esquina com praça Manoel Terra, próximo ao Mercado Municipal, onde há um posto de gasolina e uma casa de carnes em funcionamento, além de um supermercado desativado, não foi vendido. O lote foi avaliado em mais de R$5 milhões. Também foram ofertados 15 terrenos com aproximadamente 8.757m² de área total, com boa localização e topografia às margens da BR-050, em Uberaba, mas nem um obteve interessados e por isso não foram vendidos.
Segundo informações obtidas junto à Vara de Execuções Fiscais, Empresariais e Registros Públicos de Uberaba, quando ocorre uma situação como esta, o juiz designa a realização de um novo leilão para tentar vender o restante dos bens. Porém, ainda não é possível precisar a data que será agendada para os arremates.