O governo do Estado repassou em um DVD uma lista com 96 nomes pelo Tribunal de Contas do Estado; Pimentel determinou a suspensão imediata dos pagamentos
Lista que relaciona 96 mil servidores do estado de Minas de Gerais que acumulam cargos de forma ilegal no serviço público já está em poder do governo do Estado. Cobrada pelo governador Fernando Pimentel, a relação foi entregue nesta manhã (8), por volta de 11h, no Palácio da Liberdade, em um DVD, pelo Tribunal de Contas do Estado. O governador já determinou a suspensão imediata dos pagamentos dos salários irregulares, além da abertura de sindicância para investigar a situação.
O governador afirmou que não medirá esforços e que tomará “atitudes severas” com relação ao pagamento indevido aos servidores, confirmando a suspensão dos pagamentos e a abertura de processo. Na última sexta-feira (4), Pimentel havia divulgado vídeo no Facebook informando a ação.
Os acúmulos ilegais foram descobertos pelo TCE durante elaboração de portal que reúne dados dos servidores do estado e dos municípios. O canal, inclusive, tem versão para consulta popular e, segundo ele, são 102 mil servidores (incluindo estado e prefeituras) com acúmulo ilegal, o que resulta em sangria de cerca de R$ 6 bilhões por ano aos cofres públicos.
Acúmulo ilegal. A Constituição Federal prevê que uma pessoa ocupe até duas vagas no funcionalismo, mas a medida é restrita a médicos e professores. O tribunal, contudo, encontrou casos em que uma mesma pessoa recebe por sete cargos diferentes. À época, o TCE concedeu prazo de 72h para os responsáveis pelas administrações suspenderem os pagamentos para os servidores suspeitos; os casos serão investigados.
*Com informações do Estado de Minas