O estudo é um crime, na maioria das vezes, silencioso, mas que pode destruir vidas, famílias e até comunidades. Grande parte das vítimas sofre calada e tem medo de denunciar. A situação fica ainda mais grave quando a violação é de vulneráveis. Esse tipo de crime tem crescido consideravelmente em Minas Gerais e se tornado um grande desafio para a segurança pública.
Conforme as estatísticas, crianças, pessoas com necessidades especiais e idosos se tornam alvos fáceis dos agressores. De janeiro a outubro, foram 2.374 estupros de vulneráveis consumados e 170 tentados em MG. No mesmo período, em 2016, foram 2.107 casos do tipo, indicando aumento de 12,6%. As tentativas no ano passado foram 144, crescimento de 18%. Já os estupros consumados de não vulneráveis somam 1.186 vítimas no período de 2017, e 1.170 em 2016.
De acordo com o Estado de Minas, o grito de socorro dos que não conseguem se defender ganha destaque nas estatísticas. Quando se fala em vulneráveis, a proporcionalidade dos casos tentados em relação aos consumados é maior. Entre janeiro e outubro deste ano, de 2.544 ataques sexuais aos indefesos, 170 não se consumaram. Comparando o total de crimes sexuais contra não vulneráveis, dos 1.515 registros no período, 329 ficaram na tentativa.
Os crimes também ganham destaque pela crueldade. Em Uberaba, o caso mais recente e que gerou revolta da população foi da criança de 5 anos, vítima de agressão e estupro, possivelmente praticado pelo namorado da mãe do menino, de 47 anos. A mãe teria sido conivente com o crime. Até o último dia 15, a vítima continuava inconsciente e em estado grave na UTI Pediátrica do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A reportagem do JM Online segue em busca de atualizações sobre o quadro de saúde da criança.
*Com informações do Estado de Minas