Desde o início do conflito, vários meios de comunicação já foram banidos da Rússia e redes sociais, bloqueadas.
Desde o início da invasão russa às terras ucranianas, datado de pouco mais de um mês atrás, vários meios de comunicação já foram banidos do país governado por Vladimir Putin que também determinou o bloqueio de redes sociais.
O mais novo alvo da agência reguladora de comunicações da Rússia? O Google News. O site agregador de notícias da empresa americana foi bloqueado no país. A agência usa como argumento o fato de que, para eles, a ferramenta permite o acesso a “fake news” sobre a guerra na Ucrânia.
Para o Kremlin, nesse contexto, fake news são, por exemplo, textos que chamem a guerra pelo que ela é: uma guerra. Moscou autoriza apenas o uso da expressão "operação militar especial". Além deste apontamento, também é vetada a informação referente às mortes de civis provocadas pelas tropas invasoras.
"Confirmamos que algumas pessoas estão tendo dificuldades para acessar o aplicativo e o site do Google News na Rússia e que isso não se deve a nenhum problema técnico do nosso lado", disse o Google em comunicado na quarta-feira (23).
Segundo informações da agência de notícias russa Interfax, o órgão regulador agiu a pedido do procurador-geral da Rússia, ligado ao Kremlin. "O recurso de notícias online americano em questão forneceu acesso a inúmeras publicações e materiais contendo informações inautênticas e publicamente importantes sobre o curso da operação militar especial no território da Ucrânia".
A medida veio horas depois de o Google anunciar que não permitirá que seus usuários monetizem conteúdos que "explorem, refutem ou tolerem" a guerra.
*Com informações do Jornal O Tempo