Jairo Chagas
Cerca de 50 pessoas teriam se manifestado diante do Fórum Melo Viana e do Ministério Público nesta segunda-feira
Nesta segunda-feira (8), um grupo de 50 pessoas realizou manifestação na porta do Fórum Melo Viana para alertar sobre as péssimas condições em que os presos estão vivendo na Penitenciária Aluízio Ignácio de Oliveira. Parentes de detentos afirmam que os internos sofrem agressões e estão passando por inúmeras dificuldades que não condizem com a pena. As famílias procuraram o Ministério Público de Minas Gerais para obter respostas e ações mais efetivas de proteção.
De acordo com duas mulheres, que preferiram não se identificar por medo de represálias, dentro da Penitenciária os internos sofrem várias formas de opressão, como agressões físicas e psicológicas, falta de atendimento médico e dentário, superlotação das celas, alimentação ruim, falta de água e luz até mesmo para as necessidades básicas, entre outros.
Elas destacam ainda que tem detentos que aguardam cirurgia e não conseguem sair para o procedimento, sem contar que alguns agentes penitenciários pisam na comida de determinados presos, colocam internos de castigo sem receber visitas por até seis meses e que não entregam medicamentos enviados pela família. Familiares ressaltam que há presos em condições de ganhar a liberdade, em razão de já terem cumprido a pena ou aptos à progressão penal, mas que não conseguem passar pela triagem e exames psicológicos necessários para obterem uma decisão do juiz. Eles afirmam que alguns presos aguardam a regularização das penas há quatro meses e até mesmo há um ano.
Segundo as famílias, a situação vem se agravando há alguns anos. Elas afirmam que já tentaram falar com a direção da Penitenciária, mas não conseguem ser recebidas para expor a situação e abrir um diálogo.
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