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Mantida condenação a presidiários do semi que fizeram família refém

Réus trabalhavam nas obras de drenagem perto do estádio João Guido (Uberabão) e se aproveitaram do horário de almoço para assaltar a residência na Vila Olímpica

Daniela Brito
Publicado em 26/10/2013 às 00:44Atualizado em 19/12/2022 às 10:29
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Mantida a condenação de três homens que colocaram uma família refém para assaltar uma residência na Vila Olímpica. Eles eram presidiários do regime semiaberto e aproveitaram-se do projeto “Mão de Obra Carcerária”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, em parceria com o governo de Estado, para cometer o crime.

Em primeira instância, Leandro Carlos Soares, Leonardo Leandro Silva e Reinaldo Leandro da Silva foram condenados a seis anos e oito meses de prisão em regime fechado, porém recorreram da decisão buscando a absolvição junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Porém, eles não obtiveram êxito. O relator, desembargador Renato Martins Jacob, em voto, destacou que os autos demonstram que a autoria é certa em relação aos réus. O voto foi acompanhado pelos demais integrantes da 2ª Câmara Criminal.

O crime ocorreu no dia 26 de outubro de 2011. Os réus trabalhavam nas obras de drenagem perto do estádio João Guido (Uberabão) e se aproveitaram do horário de almoço para assaltar a residência na Vila Olímpica. A ação criminosa aconteceu em plena luz do dia. Toda a família, composta de nove pessoas, foi feita refém, sendo que algumas das vítimas ainda foram agredidas pelos bandidos. Eles permaneceram na casa por aproximadamente uma hora e deixaram as vítimas presas em um quarto. Para dificultar o contato com a polícia, eles ainda cortaram os fios do telefone. Foram roubados cerca de R$5 mil em dinheiro, carro, televisão de plasma, notebook, joias, entre outros pertences das vítimas.

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