GERAL

Marcas no pescoço de bebê confirma morte por asfixia

Está pronto o laudo da necropsia realizada no IML de Uberaba no corpo do menino de um ano de idade, mas continua o mistério quanto ao que causou a morte do mesmo

Gislene Martins
gislene@jmonline.com.br
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 12:37
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Está pronto o laudo da necropsia realizada no IML de Uberaba no corpo do menino de um ano de idade que morreu por asfixia, fato tratado pela Polícia Civil de Uberaba como suspeito de homicídio. Falta apenas a impressão das fotos feitas pelo médico-legista Romeu Norte Pereira, que submeteu o corpo do pequeno Yan Bruno de Oliveira Alves a exame de necropsia. Já o mistério continua quanto ao que causou a morte do mesmo.

Com a responsabilidade de informar a causa da morte do bebê, que completou um ano no dia 7 deste mês, o médico prestou as primeiras informações ao Jornal da Manhã. Procurado no fim da tarde de ontem, o legista confirmou que o corpo apresentava sinais de asfixia, com três lesões do lado esquerdo do pescoço e uma do lado direito. Além das marcas que podem configurar quadro de esganadura, o médico revelou que Yan também apresentava lesão na cabeça.

Aliás, a suspeita de crime surgiu no Hospital de Clínicas da UFTM, onde o corpo deu entrada na noite de sexta-feira passada (15). De pronto, o médico pediatra responsável pelo atendimento detectou a existência das marcas no pescoço da criança. Imediatamente, a polícia foi acionada, tendo o delegado de plantão determinado a remoção do corpo para necropsia no IML. Nas próximas horas, o laudo estará em condições de ser analisado, enriquecido por fotografias a serem juntadas.

Assim como consta na certidão de óbito, é certo que Yan morreu por asfixia, mas a causa não foi detectada durante a necropsia. O médico-legista que realizou a necropsia diz não ter como afirmar que houve estrangulamento, afinal, nada encontrou debaixo da pele do menino. Mas Romeu Norte também localizou um hematoma subcutâneo na testa do garoto, embora sem hemorragia interna.

Ele chegou a questionar a mãe da criança – Luciana Alves –, ouvindo da mesma que o “galo” seria consequência de uma queda sofrida por Yan 20 dias antes de sua morte, quando o bebê caiu da cama na tentativa de alcançar um ventilador.

Quanto às marcas em volta do pescoço do bebê, o médico-legista confirma que são semelhantes a sinais de dedos, mas deixa claro que não reúne elementos suficientes para afirmar que estamos diante de um crime. Acrescentou que o delegado do caso terá de realizar investigações para melhor elucidar o ocorrido. Já o laudo servirá para orientar a investigação quanto à morte do garoto dentro de casa, enquanto os pais capinavam na fazenda onde a família mora e trabalha, nas proximidades da Capelinha do Barreiro.

Ainda de acordo com o entrevistado, a criança não ingeriu nada que pudesse ter provocado sua morte, o que também foi detectado durante a necropsia, checagem possível quando o médico abriu o corpo da traqueia até o pulmão. O profissional constatou que não havia nada de estranho, nem a existência de qualquer secreção. O exame permitiu ainda que o médico afirmasse que Yan não apresentava nenhuma má formação congênita, o que significa que tinha todo organismo perfeito, incluindo coração e outros órgãos, restando os sinais de morte por asfixia.

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