Parlamentar diz que proposta deve sofrer mudanças no Congresso e que é preciso preservar o direito adquirido do trabalhador
Foto/Neto Talmeli
Deputado Marcos Montes esteve ontem no Jornal da Manhã, quando concedeu entrevista abordando sua atividade na Câmara Federal
Deputado federal Marcos Montes, que em breve assumirá a liderança da bancada do PSD na Câmara Federal, diz que a reforma da Previdência é imprescindível. Em entrevista ao Jornal da Manhã, o parlamentar explicou que dentro do possível é preciso preservar o direito adquirido do trabalhador, mas realizar mudanças na Previdência é necessário.
Montes revelou que está otimista em relação a 2017. Segundo ele, apesar das dificuldades, será traçado um caminho para tirar o país do “buraco” em que se encontra. “Para isso, é preciso adotar medidas amargas, duras. As reformas, de modo geral, não apenas da Previdência, terão de ser incisivas, como a Reforma Trabalhista, que também precisa acontecer, preservando o direito do trabalhador e oferecendo segurança ao empregador”, enfatizou.
Quanto à Reforma da Previdência, o deputado disse que é preciso pensar no futuro, e o déficit da Previdência pode ser uma situação irreversível em alguns anos, por isso ele frisou que alguma coisa precisa ser alterada na Previdência. “Não da forma que o governo enviou para a Casa, que, inclusive, já está sendo analisada em Comissão Especial, mas algumas mudanças ocorrerão. Particularmente, quero ouvir sindicatos e, como líder do partido, quero reunir especialistas sobre o assunto e estudar ações que amenizem os impactos que poderão causar”, destacou Marcos Montes.
Os sindicatos estão se mobilizando para evitar a aprovação da Reforma da Previdência. Uma das ações que deverão ser realizadas aqui no Município é uma campanha para pedir que os deputados federais de Uberaba e região não aprovem as mudanças na Previdência.
Fim do recesso. Ainda em entrevista ao Jornal da Manhã, o deputado falou sobre as medidas mais urgentes que precisam ser adotadas na retomada do recesso parlamentar. De acordo com ele, é preciso agir quanto à segurança pública do país, que está vivendo um momento complicado e provavelmente hoje gere mais preocupação que a saúde. “Precisamos ver qual caminho seguir, em questões ligadas às penitenciarias. A utilização do Exército Brasileiro, o setor judiciário que precisa ter postura dentro da realidade do país e não só em questões jurídicas”, encerrou.