Enquanto servidores pedem aumento salarial e o Governo de Minas alega não ter verba, 47 Superintendências Regionais de Ensino ganham 65 novas caminhonetes avaliadas em mais de R$ 116 mil
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O Governo de Minas investiu R$7.572.500,00 para a aquisição de 65 novas caminhonetes com tração nas quatro rodas, avaliadas em R$116.500,00, distribuídas entre 47 Superintendências Regionais de Ensino (SER). De acordo com a titular do órgão estadual, Marilda Ribeiro Resende, a Regional de Uberaba recebeu dois veículos. Considerando o alto valor investido para a compra dos veículos, a atitude poderia gerar um mal-estar entre os servidores, que reivindicam aumento salarial e recebem como justificativa a falta de verba.
No entanto, Marilda Ribeiro afirma que a prioridade é valorizar o profissional, salientando que o governo também percebe a necessidade de oferecer melhores condições de trabalho e qualificar aqueles que prestam um serviço público para os alunos distantes. “Esse investimento é algo que a nossa categoria pedia há anos no que diz respeito às condições de trabalho. O servidor entende a necessidade de se ter uma boa estrutura para que ele receba as informações de uma forma mais rápida, mesmo com o auxílio da internet, nada se compara como se ter uma capacitação presencial, onde dúvidas podem ser levantadas e resolvidas imediatamente”, analisou.
Segundo Marilda, os veículos vão levar os profissionais para a capacitação e ajudar as inspetoras na locomoção. “Assim como no caso dos técnicos e das várias diretorias - pedagógica, financeira e pessoal - para levar as informações in loco e fazer os devidos esclarecimentos. Significando que nós teremos uma informação segura e mais ágil”, assegura a superintendente.
Gasto ou investimento- Questionada se não compensaria o Governo investir na compra de vans, haja vista o alto preço da unidade de cada caminhonete para atender a demanda dos municípios, Marilda esclarece: “A licitação é feita na Secretaria de Estado de Educação e tendo em vista que é feita uma licitação única, entendeu-se que fazendo um processo dessa forma, com certeza, atenderia todos e seria uma economia de recurso público, e segurança para aqueles que estão se locomovendo”, considera.