O lote de massa da marca ‘Keishi’ contaminado com monoetilenoglicol, elemento que causou a morte de cachorros neste mês de setembro em Minas Gerais, chegou a ser distribuído em restaurantes. Apesar do produto ter a comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última semana, o lote, produzido entre 25 de julho e 24 de agosto deste ano, já havia sido vendido pela indústria a estabelecimentos de São Paulo.
O site da marca, que foi retirado do ar, afirma que a empresa fornece o produto para 40 restaurantes paulistas que servem comida oriental.
Por meio de nota, a indústria informou neste final de semana que já não mantinha os estoques quando foi notificada pela agência e, por isso, não seria possível realizar o recolhimento. A empresa informa que até o momento não há relatos de problemas à saúde dos consumidores. “A Keishi já entrou em contato com clientes visando recolher e rastrear os produtos pertencentes a esse lote”, informou a empresa.
Ainda, com a suspeita de contaminação do produto, restaurantes que tinham a Keishi como fornecedora publicaram em redes sociais a suspensão do uso da massa em seus cardápios. Os produtos da marca Keishi são usados em receitas japonesas e tailandesas, como lámen, guioza e udon.