Governador disse ter orgulho de conhecer cada parlamentar, citou nominalmente prefeitos e afirmou que futuro melhor ocorrerá por causa do funcionalismo de MG
Mateus Simões toma posse como governador de Minas Gerais na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (Foto/Fred Magno)
Mateus Simões (PSD) tomou posse neste domingo como governador de Minas Gerais ocupando o lugar de Romeu Zema, que renunciou para participar das eleições presidenciais. A cerimônia solene na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) foi conduzida pelo presidente Tadeu Leite (MDB).
O novo chefe do Executivo passou pelo corredor dos Dragões da Inconfidência, entregou a declaração de bens, leu o compromisso constitucional e assinou o termo de posse, assumindo o comando do estado até dezembro de 2026. Em seguida, a sucessão foi formalizada no Palácio da Liberdade, com a entrega do Colar da Inconfidência.
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No discurso de posse na ALMG, Mateus Simões destacou a parceria com deputados, prefeitos e servidores públicos, reforçando a continuidade do trabalho iniciado anteriormente e a importância da colaboração para o futuro de Minas. Ele citou nominalmente figuras como a prefeita de Uberaba, Elisa Araújo (sua amiga de infância), e a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (adversária política, mas parceira), além de estender elogios aos 853 prefeitos mineiros. Simões enfatizou o papel essencial dos servidores na educação, na segurança, mencionando a contratação de mais de 15 mil policiais militares via concurso, e afirmou que o avanço do estado depende do funcionalismo público.
Enquanto a posse acontecia, servidores públicos protestaram em frente à ALMG contra o governo, com presença de professores, policiais civis e funcionários do meio ambiente. O protesto denunciou suposto sucateamento de estruturas de segurança, segundo Denílson Martins, do Sindipol-MG. A área teve reforço de segurança da cavalaria da Polícia Militar, mas o discurso de Simões não tratou diretamente da manifestação.
Na ocasião, Mateus Simões anunciou um giro de 100 dias pelo interior mineiro, batizado de “Governo Presente”, com início em Uberlândia (Triângulo Mineiro) no dia 26 de março. Durante esse período, a capital será transferida temporariamente para cidades-polo regionais, e Simões manterá presença mínima em Belo Horizonte apenas para agendas essenciais, visando maior proximidade com a população do interior.
Fonte/O Tempo