GERAL

Medicamentos devem ficar mais caros com nova regra de reajuste

Medida Provisória publicada em dezembro do ano passado pelo presidente Michel Temer permite aumentar ou reduzir os preços dos medicamentos excepcionalmente

David Tschaikowsky
Publicado em 01/04/2017 às 20:54Atualizado em 16/12/2022 às 14:16
Compartilhar

A partir de hoje passa a valer nova tabela de preços de medicamentos. Medida Provisória publicada em dezembro do ano passado pelo presidente Michel Temer permite aumentar ou reduzir os preços dos medicamentos “excepcionalmente” e não com base nos índices máximos de reajuste definido pelo governo para estes produtos.

Para a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), a estimativa de aumento é de 4,76%, sendo o mesmo número do indicador oficial da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e o aumento não se dá por um índice fixo, mas variando por produto.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Continuada (Ifepec), o preço influencia diretamente na compra do consumidor. Os resultados revelam que 45% dos consumidores trocam os produtos que procuravam por genéricos ou similares de menor preço; a quase totalidade desses clientes buscava economia. Ainda de acordo com o levantamento, 72% dos entrevistados que foram às farmácias adquiriram os medicamentos, contudo, apenas 24% compraram exatamente o que foram comprar, 31% modificaram parte da compra e 45% trocaram os medicamentos por vontade própria ou por indicação dos farmacêuticos.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Hospitais e Casas de Saúde (Sindisaúde), Juny Júnior Guimarães, o aumento dos medicamentos só onera ainda mais o orçamento do cidadão. “A compra do medicamento fica em média mensal com 20% a 25% da renda do trabalhador. Por ano, essa margem e receita chega a 60% do salário. Tem medicamento que é de controle especial e isso torna pior ainda a situação da pessoa. Os sindicatos não conseguem interferir nas tratativas fechadas entre as empresas multinacionais de medicamentos e a Agência Nacional de Saúde (ANS). E vale ressaltar ainda que este aumento anunciado será bem maior quando chegar ao consumidor final, pois há a inclusão do empresário dos encargos tributários, que, com certeza, reflete em um aumento ainda maior”, explica Juny.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por