Poucos servidores do Ministério Público da comarca uberabense aderiram à greve deflagrada no início do mês, por tempo indeterminado
Poucos servidores do Ministério Público da comarca uberabense aderiram à greve deflagrada no início do mês, por tempo indeterminado, em todo Estado de Minas Gerais. A informação é de servidor que prefere não se identificar. Segundo ele, um dos principais motivos da baixa adesão é justamente o medo de sofrerem retaliação. No entanto, em nota, o Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Minas Gerais (Sindsemp/MG) repudiou qualquer tido de retaliação. No texto, a entidade coloca que o movimento grevista é um direito de todo e qualquer servidor público, destacando ainda a Lei de Combate ao Assédio Moral. Além disso, a nota esclarece quanto à inexistência de previsão legal quanto ao mínimo de servidores que devem trabalhar, “bem como se tal percentual seria de toda a categoria ou por setor”. Segundo o texto, os serviços urgentes e essenciais não podem ser paralisados. “Se um determinado setor apenas trabalhar com medidas urgentes, não poderá haver prejuízo no atendimento das demandas, enquanto que setores que trabalham com fiscalizações poderão ter suas atividades quase que integralmente suspensas”, informa. Desde a deflagração da greve estão ocorrendo várias mobilizações em diversas comarcas com representantes do Sindsemp/MG. Estes encontros têm como objetivo aproximar a entidade dos seus filiados e estimular a mobilização da categoria, esclarecendo pontos importantes do movimento grevista. Em Uberaba, as mobilizações em apoio ao movimento acontecem em frente da sede do órgão, no pátio da igreja São Domingos. A categoria luta pela manutenção de seus direitos pela maior transparência no orçamento do MPMG.