PERIGO

MG teve mais de uma vítima de incêndio ou explosão por dia em 2025; veja medidas de autoproteção

Estatística foi registrada em meio a 11.516 atendimentos relacionados a incêndios e explosões realizados pelo CBMMG

Thiago Cândido/O Tempo
Publicado em 09/06/2026 às 19:46
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Ao menos 525 pessoas ficaram feridas em ocorrências de incêndio e explosão em Minas Gerais ao longo de 2025 — média superior a uma vítima por dia. Os dados, do Corpo de Bombeiros Militar do estado (CBMMG), acendem um alerta para acidentes que, em muitos casos, poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção.

De acordo com o CBMMG, o número foi registrado em meio a 11.516 atendimentos relacionados a incêndios e explosões realizados pela corporação. E o cenário pode ser ainda mais alarmante, já que as estatísticas consideram apenas os casos que tiveram atuação dos bombeiros. Pessoas que sofreram queimaduras e procuraram diretamente hospitais ou unidades de saúde não entram no levantamento.

"Existem notificações que com certeza ocorrem de vítimas que sofreram um acidente, seja em casa ou no trabalho, envolvendo queimaduras, e foram atendidas em um hospital de referência, mas não foram identificadas pelos dados do Corpo de Bombeiros. Então, é um número que traz uma noção sobre o atendimento de um universo que é maior ainda", afirma o tenente Elias Cristovam, da equipe de Comunicação do CBMMG.

As queimaduras estão entre as lesões mais associadas a incêndios e explosões, mas os bombeiros destacam que elas podem ocorrer em situações menos óbvias. Além do contato com fogo e líquidos aquecidos, produtos químicos e temperaturas extremamente baixas também oferecem risco. "A queimadura é uma lesão no corpo humano causada por uma transferência de calor muito rápida. Ela pode acontecer pelo fogo, mas também por uma fonte de frio e por produtos químicos", explica Cristovam.

Segundo o tenente, acidentes relacionados ao frio costumam ocorrer principalmente em atividades profissionais que envolvem câmaras frigoríficas ou contato direto com materiais submetidos a baixas temperaturas. Nesses casos, o uso adequado dos equipamentos de proteção é apontado como uma das principais formas de prevenção.

Como reduzir os riscos?

De acordo com o Corpo de Bombeiros, parte significativa dos acidentes pode ser evitada por meio da identificação prévia de situações de risco. Em residências, a recomendação é evitar improvisações em instalações elétricas e ficar atento a sinais de sobrecarga, como tomadas aquecidas, cheiro de queimado ou quedas frequentes de energia. 

Outra orientação é verificar regularmente as condições do sistema de gás de cozinha. Vazamentos estão entre as causas mais comuns de princípios de incêndio atendidos pela corporação. "Verificar se o gás de cozinha está íntegro e se não tem nenhum vazamento é importante, porque esse é um dos maiores incidentes que a gente tem em Minas Gerais para princípios de incêndio", complementa Cristovam.

O CBMMG também alerta para o uso inadequado de produtos químicos. Misturas caseiras feitas durante a limpeza podem provocar queimaduras na pele e lesões nas vias respiratórias.

O que fazer em caso de queimadura?

Em uma emergência, a primeira providência é afastar a vítima da fonte que causou a lesão, desde que isso possa ser feito com segurança. Depois, a área atingida deve ser resfriada com água corrente limpa em temperatura ambiente.

Também é importante retirar anéis, pulseiras, relógios e outros acessórios que possam dificultar o atendimento em caso de inchaço. Se houver necessidade de cobrir o local, a orientação é utilizar apenas materiais adequados para curativos.

Os bombeiros alertam que receitas populares ainda bastante difundidas podem agravar o quadro. Pasta de dente, pó de café e outras substâncias não devem ser aplicadas sobre a queimadura, assim como água gelada. "Não utilizar nenhum tipo de meio de fortuna, porque isso pode causar infecção na queimadura. A água deve estar em temperatura ambiente para o resfriamento", orienta Cristovam.

Em casos mais graves, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou procurar atendimento médico imediatamente.

Fonte: O Tempo.

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