INCLUSÃO

Minas Gerais amplia inclusão de mais de 60 mil pessoas com transtorno do espectro autista

Carteira emitida pela Sedese está presente em 830 municípios; Estado também promove capacitação de Forças de Segurança para abordagem humanizada a pessoas com TEA

Aência Minas
Publicado em 12/03/2026 às 16:57
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Katariny com a filha Clara Matos. (Foto/Reprodução)

Mais de 60 mil mineiros com Transtorno do Espectro Autista (TEA) já contam com um instrumento importante para garantir inclusão, segurança e acesso a direitos no dia a dia. Desde 2021, o Governo de Minas emitiu 60.731 Carteiras de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), impactando a vida de mineiros em 830 municípios.

Em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, a pequena Clara Matos tem motivo duplo para comemorar: ela completou 7 anos nessa quarta-feira (11/3) celebrando também os benefícios que a Ciptea trouxe para o seu dia a dia. A mãe, Katariny Matos, conta que a família aderiu ao documento em 2022 e desde então percebeu diferença significativa no acesso aos serviços.

"A Ciptea nos ajuda muito, porque com a carteira não precisamos apresentar laudos para comprovar que ela se enquadra no espectro autista. Todo o atendimento da minha filha é facilitado quando apresentamos a Ciptea. A própria Clara apresenta o documento em parques, serviços públicos e até em passagens aéreas", relata a mãe.

A iniciativa liderada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), em parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), reforça o compromisso do Governo de Minas com a acessibilidade e a garantia de direitos das pessoas com autismo.

"Nossa gestão trabalha para que Minas seja, cada vez mais, um estado que acolhe e respeita a todos. A Ciptea é um símbolo desse cuidado. Eliminamos burocracias e garantimos que todos tenham dignidade", afirma o governador Romeu Zema.

O vice-governador Mateus Simões reforça que a iniciativa vai além do documento, sendo um pilar fundamental para a cidadania. "Estamos avançando na construção de um estado mais justo. A Ciptea garante o direito para as pessoas com TEA e suas famílias. Queremos que cada família mineira sinta que o Estado é parceiro na busca por uma vida com menos barreiras e mais autonomia", destaca o vice-governador Mateus Simões.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Alê Portela, o alcance da iniciativa demonstra o avanço das políticas públicas de inclusão no estado.

"As mais de 61 mil Cipteas emitidas são um marco que nos orgulha muito. Desde 2021, esse documento garante mais direitos, prioridade no atendimento e mais respeito no dia a dia das pessoas autistas e de suas famílias. Tudo para dar mais visibilidade às pessoas com TEA e avançar na inclusão em todo o estado", destaca Alê Portela.

Atendimento humanizado

Nessa quarta-feira (11/3), a Sedese realizou a capacitação "Atendimento Humanizado a Pessoas com TEA", na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, reunindo servidores da segurança pública. Participaram profissionais da Polícia Militar (PMMG), Polícia Civil (PCMG), Corpo de Bombeiros (CBMMG), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo e Polícia Federal.

Eduardo dos Santos, guarda civil em Sabará e pessoa no espectro autista, destacou a relevância da formação: " É muito importante essa iniciativa do Governo de Minas. Nós lidamos diariamente com crianças com TEA, e essa capacitação vem fortalecer a patrulha escolar. Como sou autista, muitas crianças se espelham em mim”, ressaltou Eduardo.

A programação contou com palestras sobre os aspectos neurológicos e comportamentais da pessoa com TEA, e também abordou o atendimento humanizado. A assessora técnica da Sedese e mãe atípica, Priscilla Roldão, reforçou que “essa capacitação é muito importante, porque tiramos a legislação do papel e trazemos para a execução. Estes profissionais precisam estar capacitados, porque só com o conhecimento nós podemos levar inclusão para todos”, enfatizou Priscilla. 

Mais segurança e autonomia

A Ciptea reúne informações da pessoa com TEA, contato de emergência e, se necessário, dados do representante legal ou cuidador. No ano passado, o documento passou a contar com uma atualização importante: a inclusão do Código Internacional de Doenças (CID), o que facilita ainda mais a identificação da condição e o acesso a serviços públicos e privados.

A carteira também oferece mais praticidade no cotidiano, evitando a necessidade de apresentar repetidamente laudos médicos para comprovar a condição de pessoa com TEA em diferentes situações.

Como solicitar a Ciptea

A Ciptea pode ser solicitada pelo aplicativo MG App, pelo site cidadao.mg ou presencialmente nas Unidades de Atendimento Integrado (UAIs). O documento é emitido de forma digital e funciona como ferramenta de inclusão e cidadania, garantindo que pessoas com TEA tenham seus direitos respeitados em diferentes espaços.

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