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Ministério Público arquiva investigação sobre suspensão de produtos da Ypê

Publicado em 10/10/2026 às 09:46
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) arquivou a investigação sobre a suspensão de produtos de limpeza da marca Ypê. Segundo a Promotoria, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atuou de forma eficaz no controle sanitário, enquanto a fabricante adotou medidas voluntárias para recolher produtos, oferecer reembolsos e aprimorar os processos de produção. Não foram comprovados danos concretos à saúde dos consumidores.

Durante a investigação, a empresa responsável pela marca prestou esclarecimentos e apresentou um plano de melhoria da qualidade na fabricação. A fabricante também decidiu recolher voluntariamente os sabões líquidos para lavar roupas, independentemente de determinação específica das autoridades para essa medida.

Além disso, a empresa reforçou os canais de atendimento ao consumidor, incluindo o serviço telefônico, o site e as redes sociais, e disponibilizou opções de troca ou devolução do dinheiro para os clientes afetados.

Relembre a suspensão

A Anvisa determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de determinados produtos da Ypê após identificar falhas no processo produtivo da Química Amparo, empresa responsável pela fabricação dos itens.

A medida foi publicada na Resolução RE nº 1.834/2026 e atingiu detergentes para lavar louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes produzidos na unidade da empresa em Amparo, no interior de São Paulo. Conforme a agência, a restrição alcançou apenas os lotes cujos números terminavam em 1.

As irregularidades foram identificadas durante uma inspeção sanitária realizada entre 27 e 30 de abril, com participação do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e da Vigilância Sanitária de Amparo.

Na ocasião, os técnicos apontaram problemas em etapas consideradas críticas da produção, incluindo os sistemas de garantia da qualidade, fabricação e controle dos produtos. Segundo a Anvisa, as falhas comprometiam o cumprimento das Boas Práticas de Fabricação e indicavam risco sanitário, com possibilidade de contaminação microbiológica.

O arquivamento da investigação pelo Ministério Público considera as providências adotadas pela fabricante e a atuação da autoridade sanitária diante das irregularidades identificadas.

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