O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou ontem que a fabricação de uma vacina que combata o vírus H1N1 vai demorar meses. Durante audiência pública no Senado, ele lembrou que não há evidência de que a vacina para a gripe comum ofereça imunidade contra a gripe suína.
Temporão informou ainda que o ministério negocia a aquisição de 800 mil tratamentos para a doença. A pasta já dispõe de 6.250 tratamentos para adultos e de 6.250 infantis estocados e prontos para utilização.
Para o ministro, a quantidade de leitos disponível na rede pública de saúde – 829 – e os kits distribuídos para as secretarias de Saúde do país, “até o momento”, são suficientes. Ele lembrou, entretanto, que apenas três laboratórios brasileiros podem diagnosticar o vírus H1N1 e que o exame laboratorial pode levar até dez dias para ser concluído.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o número de casos de gripe suína confirmados chega a 5.251. Ao todo, 30 países foram atingidos pela doença, que já deixou 61 mortos.
Os Estados Unidos permanecem com o maior número de casos registrados – 2,6 mil – e três mortes. Em seguida aparece o México, com 2.059 ocorrências e 56 óbitos. O Canadá registra 330 casos e uma morte e a Costa Rica, oito casos e uma morte.
Segundo a OMS, os países em que há pessoas infectadas, mas não há registro de morte sã Argentina (um), Austrália (um), Áustria (um), Brasil (oito), China (um), Hong Kong (um), Colômbia (três), Dinamarca (um), El Salvador (quatro), França (13), Alemanha (12), Guatemala (um), Irlanda (um), Israel (sete), Itália (nove), Japão (quatro), Holanda (três), Nova Zelândia (sete), Noruega (dois), Panamá (16), Polônia (um), Portugal (um), Coreia (três), Espanha (95), Suécia (dois), Suíça (um) e Reino Unido (55).