O Ministério do Trabalho anunciou nesta quarta-feira (26) que as operações da pasta para o combate ao trabalho escravo e ao trabalho infantil terão os recursos garantidos e serão mantidas sem cortes nos próximos meses. A medida deve ser tomada independentemente do contingenciamento orçamentário anunciado pelo governo federal. A pasta teve o bloqueio linear de 43%, ou seja, não houve especificação para corte em nenhuma das áreas.
Segundo o ministro Ronaldo Nogueira, as iniciativas terão continuidade, nos mesmos níveis em que se realizavam, inclusive, com possibilidade de potencializar as ações de combate ao trabalho escravo e ao trabalho infantil. De acordo com ele, a pasta está readequando o orçamento para que as medidas sejam mantidas. “Aquilo que foi realizado até o mês de junho deverá ter continuidade em julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro, assim como foi planejado”, disse.
Nogueira ressaltou que as operações em 2016 diminuíram em relação ao ano anterior em virtude da greve de auditores-fiscais. As informações foram divulgadas após reunião do ministro com o procurador-geral do Ministério do Trabalho, Ronaldo Fleury, que pede a manutenção das operações contra o trabalho escravo e o trabalho infantil.
Combate em números. Em 2016, foram 108 operações de combate ao trabalho escravo, com 667 trabalhadores resgatados em situação semelhante à escravidão. Minas Gerais apareceu em 1º lugar no número de trabalhadores resgatados, com 141, representando 21% do total de pessoas retiradas da exploração extrema pelas operações do ministério naquele ano.
Segundo dados do Observatório Digital do Trabalho Escravo no Brasil, foram resgatadas 43.428 pessoas entre os anos de 2003 e 2017.
Fonte: Agência Brasil