Ré no caso da morte do filho, ela voltou à prisão no Rio após ordem do ministro Gilmar Mendes; julgamento está marcado para maio
Monique já ficou detida no Instituto Talavera Bruce, em Bangu. (Foto/Fernando Frazão/Agência Brasil)
Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel e ré pelo homicídio do filho ocorrido em 2021, se entregou à Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (20). Ela se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, após ter a liberdade revogada por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
A ordem de retorno à prisão foi expedida na sexta-feira (17) e mantida após rejeição de recurso da defesa. O caso envolve a morte do menino Henry, de 4 anos, encontrada em um apartamento na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, com sinais de agressão.
De acordo com laudos periciais, a morte foi causada por hemorragia interna e laceração hepática. A versão apresentada inicialmente pela mãe e pelo padrasto, de que a criança teria caído da cama, foi descartada pelas investigações. O Ministério Público sustenta que o menino foi vítima de agressões praticadas pelo então vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e que Monique teria sido omissa.
O processo envolvendo os dois réus teve o julgamento interrompido em março, após a defesa de Jairinho abandonar o Tribunal do Júri. A Justiça remarcou a sessão para 25 de maio.
Monique e Jairinho estão presos desde abril de 2021, um mês após a morte da criança. Ela chegou a obter liberdade em 2022, mas voltou a ser presa em 2023 por decisão do Supremo Tribunal Federal.