Elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), monitor indica uma retomada da economia brasileira no primeiro trimestre de 2017, após dois anos de recessão
Foto/Ilustrativa
Monitor do PIB serve como referência para antecipar o comportamento do PIB e seus componentes
Após dois anos da mais dura recessão da história, a economia brasileira parece ter reagido de vez diante das reformas econômicas. No primeiro trimestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou alta de 1,19% em relação ao trimestre anterior na série sem ajustes. Os dados são do Monitor do PIB, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Esse desempenho interrompe um período de oito trimestres consecutivos de queda e indica um crescimento de 0,04% em março ante fevereiro, na série com ajustes. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (17) pela entidade e servem como uma espécie de antecipação do comportamento do PIB.
De acordo com a entidade, a taxa trimestral móvel do PIB no primeiro trimestre registrou uma leve queda de 0,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o recuo foi de 6%. Além disso o Monitor do PIB indicou uma recuperação importante do comércio, que variou positivamente a uma taxa de 0,5%.
Em mais um sinal de recuperação, a queda no consumo das famílias foi atenuada em comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Segundo o monitor, foi registrada uma queda de 2,1% nesse componente, uma redução menor que a de 7,1% observada em 2016, com destaque para o aumento no consumo de bens domésticos e importados.
Fim da recessão. Esse resultado está em linha com os indicadores divulgados ao longo desta semana, que apontam a primeira reação da economia brasileira diante das medidas do governo federal postas em prática no último ano.
Nesta segunda-feira (15), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado pela própria autoridade monetária, acumulou alta de 1,12% no primeiro trimestre do ano em relação ao último trimestre do ano passado, conforme já previa a equipe econômica do governo federal.
Um dia depois, na terça-feira (16), o mercado de trabalho também deu sinais de recuperação. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criadas 59,8 mil vagas formais de emprego em abril, primeiro resultado positivo para o mês desde 2014.
Fonte: Portal Brasil, com informações da FGV, Banco Central e MTE