No caso de Getúlio Hermínio da Silva, o “Leandro Mudinho”, julgado na última terça-feira (18), acusado de matar o também morador de rua Bruno Vinícius Silva, os jurados também acolheram a tese da Defensoria Pública e absolveram o réu. Uma intérprete de Libras participou do julgamento a fim de permitir o entendimento do réu sobre o caso e a comunicação com ele.
O crime teria ocorrido em 5 de outubro de 2016, na porta de uma drogaria na avenida Leopoldino de Oliveira. Segundo os autos, vítima e autor iniciaram uma discussão por causa de um isqueiro para uso de drogas. O defensor Glauco de Oliveira Marciliano sustentou a tese de negativa de autoria ou falta de provas que pudessem incriminar o réu, visto que nenhuma testemunha havia realmente presenciado Getúlio golpear Bruno com uma faca naquela noite, mas informaram apenas a discussão entre os dois.
Alternativamente, o defensor também argumentou pela legítima defesa ou por homicídio privilegiado, visto que, segundo a acusação, a vítima teria se armado com um pedaço de madeira para ameaçar Getúlio. Os jurados entenderam que não havia como atribuir ao réu a autoria do crime e absolveram Getúlio da acusação de homicídio simples. O juiz-presidente expediu o alvará de soltura e ele foi liberado da penitenciária de Uberaba.