Foto/Neto Talmeli
Moradores afirmaram à reportagem já terem acionado a PMU para limpeza, mas não tiveram sucesso
Moradores da região da MG-427 acionaram a reportagem do JM Online por meio do WhatsApp JM (9886-7999) para relatar sobre a quantidade de lixo abandonada no local. Segundo eles, a Prefeitura Municipal de Uberaba (PMU) já foi chamada para realizar a limpeza do local, mas até o momento, nada foi feito.
Para a professora Maria Virgínia Capucci França, o problema é decorrente da falta de coleta de lixo. “Isso tem acumulado animais peçonhentos, que podem servir como transmissores de doenças. O que nos deixa inconformados é que, bem próximo, há um condomínio de luxo, uma loja de departamento comercial, posto policial, de gasolina e uma escola, e todo esse descaso”, conta, indignada.
O terreno com lixo acumulado fica bem em frente à Escola Municipal Celina Soares de Paiva, no bairro Volta Grande. O fato preocupa a população, já que muitas crianças transitam na região e correm risco de serem surpreendidas com o aparecimento de animais peçonhentos. Além disso, deve-se levar em consideração o risco de contrair doenças em razão da sujeira.
“Passo neste local todos os dias e só vejo o lixo aumentando. É um absurdo, já que a sujeira só tem aumentado, não só naquele local”, destaca a professora. O que mais revolta a população é que o problema não se restringe somente àquele local. Pouco mais a frente, quase 500mts, há outro terreno que tem servido de despejo para detritos.
À reportagem, a Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb) afirmou que o serviço de recolhimento e substituição da caçamba ocorre até três vezes por semana. Mas pontuou que, nos últimos dias, o serviço tem sido feito somente uma vez, já que duas máquinas quebraram em virtude de descarte indevido de entulho.
A pasta apontou outro problema recorrente, que é o descarte de medicamentos veterinários nas caçambas. Aqueles que praticam o delito atiram fogo no local para encobrir as provas. Ainda em nota, a Sesurb orienta a comunidade a jogar apenas o lixo doméstico, mas destacou que isso não acontece. Por fim, reiterou o conserto do maquinário, que já voltou a uso, retomando a rotina de serviço.
Fotos/Neto Talmeli
A menos de 500 metros do primeiro terreno abarrotado de lixo é possível perceber outro local que serve para o descarte