GERAL

Motoristas e entregadores prometem desligar apps por 24h nesta terça

Categoria organiza paralisação a partir do dia 1º de abril, inclusive em Uberaba

Publicado em 29/03/2022 às 07:19Atualizado em 18/12/2022 às 23:21
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Com paralisação geral planejada para o dia 1º de abril, sexta-feira, entregadores e motoristas por aplicativos prometem “apagão” para esta terça-feira (29). O movimento começou em Belo Horizonte, mas deve se estender por todo o estado. Ainda não há confirmação se Uberaba vai aderir ao movimento, embora a categoria esteja unida na paralisação da próxima sexta. As informações são do jornal O Tempo.

"Serão diversas cidades em todo o Brasil, em mais de 13 estados. Em Minas temos confirmados em Belo Horizonte e Juiz de Fora. O objetivo do apagão é fazer com que, a partir da meia-noite, o maior número de motoristas e entregadores por aplicativo desliguem os apps por 24h, para demonstrarmos às plataformas a nossa insatisfação", detalha o sindicalista Warley Leite, presidente da Associação dos Prestadores de Serviço que Utilizam Plataformas Web e Aplicativos de Economia Compartilhada (APPEC), ao jornal O Tempo.

Os pleitos em pauta para a manifestação de sexta-feira são o fim de pagamentos de taxas únicas em rotas com mais de uma entrega, reajuste das taxas, fim do bloqueio dos entregadores na plataforma para pedir reembolso após aguardar clientes por períodos longos na entrega de um pedido, além do recebimento em valor integral de pedidos que foram cancelados.

O reajuste da taxa mínima por entrega paga pelo iFood é umas das principais reivindicações da categoria. Atualmente, a empresa paga R$5,31 por corrida, o que, de acordo com os trabalhadores, não é suficiente para arcar com os gastos com gasolina e manutenção das motocicletas. A exigência dos entregadores é que esse valor seja de R$10, reajustado anualmente de acordo com a inflação.

Em nota, o iFood informou que respeita o direito de manifestação e que "mantém o compromisso de diálogo aberto com os entregadores para buscar melhorias e oportunidades para os profissionais como também para todo o ecossistema".

"Vale destacar que algumas medidas já adotadas também partiram dessa construção de diálogo com a categoria. Por exemplo, o reajuste (o terceiro em 12 meses) de 50% do valor mínimo do quilômetro rodado (R$1 para R$ 1,50) e da taxa mínima (de R$ 5,31 para R$6), mudanças na comunicação sobre a sinalização de causas de restrição, ativação e desativação da plataforma", complementa a empresa.

Ela destaca ainda reajustes da taxa mínima e quilômetro percorrido ocorridos em 2021, a criação de código de validação da entrega, seguros contra acidentes pessoais e lesão temporária. "Desde o início da pandemia, o iFood já investiu mais de R$ 160 milhões em iniciativas de apoio aos entregadores", finaliza. 

Já a Uber relembrou o pacote de medidas anunciado recentemente para mitigar os efeitos da alta dos combustíveis, com cerca de R$ 100 milhões investidos em iniciativas como promoções de ganhos adicionais e parcerias que ajudam a reduzir os custos dos parceiros, além de um reajuste temporário no preço das viagens.

"O pacote faz parte de uma iniciativa global da empresa diante da instabilidade no cenário internacional causada pelo conflito no leste europeu, que tem pressionado custos de insumos em todo o mundo, particularmente os combustíveis. O preço das viagens intermediadas pela plataforma foi reajustado temporariamente em 6,5%, com o objetivo de ajudar os motoristas parceiros a lidar com o pico de alta em seus custos operacionais", pontuou o app de transporte.

A 99 também se posicionou por meio de nota. A empresa de transporte por aplicativo afirmou que "está sempre aberta ao diálogo e mantém seu compromisso em trazer novas soluções aos motoristas parceiros" e também relembrou as medidas adotadas desde o último aumento nos combustíveis, com acréscimo de R$ 0,10 por km rodado para cada R$ 1 de reajuste nos postos.

"A ferramenta foi desenvolvida pelo DriverLAB, um centro de inovações da empresa 100% focado nos motoristas parceiros. O adicional será reajustado automaticamente e mensalmente, de acordo com o valor da gasolina medido pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). A solução, inédita no Brasil, visa garantir previsibilidade e melhores condições financeiras aos parceiros", diz a 99.

A este adicional, ainda segundo a empresa, soma-se ainda o pacote Mais Ganhos 99.

"Uma das ações do pacote, a Taxa Zero, oferece aos condutores 100% do valor das corridas em períodos e cidades específicas, além do recebimento de adicionais de congestionamento e deslocamento. Há, inclusive, casos em que é empregada a taxa negativa, ou seja, o valor repassado ao motorista é maior que o pago pelo passageiro. Esta diferença é custeada pela empresa para democratizar o acesso das pessoas e permitir mais ganhos aos parceiros", finaliza.

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