GERAL

MP arquiva inquérito que investigava doação de área

Após analisar legalidade do Projeto de Lei nº 11.015, retirado de pauta durante sessão legislativa na Câmara Municipal, em agosto de 2015, o Ministério Público (MP) arquiva inquérito civil

Thassiana Macedo
Publicado em 04/05/2016 às 22:14Atualizado em 16/12/2022 às 19:02
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Após analisar legalidade do Projeto de Lei nº 11.015, retirado de pauta durante sessão legislativa na Câmara Municipal, em agosto de 2015, o Ministério Público (MP) arquiva inquérito civil. A análise foi feita pelo promotor de Defesa do Patrimônio Público, João Vicente Davina, após ser acionado pelo vereador Cléber Cabeludo, que não concordava com o valor da contrapartida a ser dada pela empresa beneficiada.

A proposta previa a doação de área pública de 154.790,86m², localizada no Distrito Industrial 1, à empresa TR Entulho Ltda. A avaliação do terreno foi de R$3.811.252,82, porém a contrapartida da empresa, segundo o projeto de lei levado ao plenário, era de R$300 mil. Além disso, o valor poderia ser pago em 60 parcelas de R$5 mil, logo após o cumprimento do cronograma de obras ao Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico.

No local, a empresa pretendia realizar investimento de R$1.550.000, com a geração de 22 empregos diretos e 50 indiretos. Para Cléber, o valor de contrapartida estava abaixo de 10% da avaliação da área, enquanto para outros projetos a contrapartida varia entre 20% e 30% do valor total.

Verificando a ilegalidade do fato, em razão de não atender aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, João Davina recomendou que o projeto fosse retirado definitivamente da pauta de votação por não ter sido devidamente justificado, bem como por não haver interesse público na doação de área, avaliada em quase R$4 milhões, para a criação de apenas 22 empregos. Com o acolhimento, o promotor pediu o arquivamento do feito, o qual foi homologado pelo Conselho Superior do MP.

Outro inquérito que também teve o arquivamento homologado foi o que questionava a contratação de fornecimento de refeição em churrascaria nobre da cidade por parte da chefia de gabinete da Prefeitura de Uberaba, em setembro de 2015. O promotor chegou a ouvir envolvidos no fato da representação feita pelo servidor público Marcelo Campos, mas, em razão da rescisão do contrato, não foi necessário seguir com o feito.

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