O juízo da 1ª Vara Criminal vai analisar denúncia feita pela 5ª Promotoria de Justiça Criminal contra J.C.S., vulgo “Nonô”. O promotor Laércio Conceição Lima pediu a pronúncia do acusado pelo crime de tentativa de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Com a ajuda de outra pessoa, ele teria tentado matar funcionário de um supermercado, no bairro Jardim Copacabana.
De acordo com o promotor, o crime ocorreu no dia 15 de fevereiro de 2016, por volta de 22h05, na avenida Ramid Mauad, bairro Morumbi. Na companhia de indivíduo identificado apenas como “Igor”, Nonô teria desferido disparos de arma de fogo contra o funcionário, encarregado pelo açougue do supermercado, que não morreu.
Segundo consta, alguns rapazes, que moram na região, tinham o costume de ficar na porta do supermercado e, quando a polícia ameaçava abordá-los, eles se escondiam no interior do estabelecimento comercial. A vítima sempre repreendia tais indivíduos, chegando até a discutir com eles, no intuito de preservar o local de trabalho. No dia dos fatos, Nonô compareceu no supermercado e ameaçou o funcionário, dizendo que se ele ficasse chamando a polícia para ele, iria levar um tiro.
Por volta de 21h40, após fechar o supermercado, a vítima saiu do local em uma motocicleta da empresa e se dirigia para a matriz no bairro Alfredo Freire, para também fechar aquela loja, sendo seguido por um colega de trabalho, que estava na condução de um veículo Fiat/Strada. Ao passar pela avenida Ramid Mauad, a vítima teria sido abordada por Nonô e Igor, os quais estavam na condução de uma moto, produto de roubo.
Eles gritaram para a vítima encostar a moto e efetuaram um disparo, que atingiu o braço do funcionário. Depois que a vítima caiu no chão, Nonô teria descido da moto e disparado mais um tiro contra o rosto da vítima, que atingiu a região nasal, fugindo em seguida. Socorrida pelo colega, a vítima foi encaminhada à UPA São Benedito e sobreviveu à tentativa de homicídio. Durante diligências, policiais militares localizaram a moto usada no crime, escondida na casa da ex-companheira de Nonô. Nela foi encontrada uma mancha de sangue, que seria da vítima.
Diante das provas e do reconhecimento da vítima, o promotor Laércio Conceição Lima pede que seja acatado o pedido de pronúncia do indiciado para que ele seja submetido ao Tribunal do Júri.