Na acusação consta que o condutor trafegava com faróis no modo lanterna e fazia zigue-zague na via
Arquivo/JM
Na ocasião dos fatos, unidades do Samu prestaram socorro à vítima, que foi conduzida ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos
Em 5 de setembro de 2010, por volta de 19h45, Frederico Sanches foi atropelado quando atravessava a avenida Guilherme Ferreira, após sair de uma padaria. O motorista G.E.A. conduzia um Fusca 1.300 e fugiu sem prestar socorro à vítima. Em suas alegações finais, o promotor Laércio Conceição Lima pediu a condenação do acusado por homicídio culposo qualificado, cuja pena pode variar de dois a quatro anos, acrescida de um terço à metade da pena, mais suspensão ou proibição de dirigir. Ele pede ainda que, caso condenado, o acusado pague R$88.000 de indenização por danos morais à família da vítima.
De acordo com as alegações do promotor Laércio Conceição Lima, o motorista conduzia o veículo acompanhado de três crianças, sendo dois filhos e um afilhado. Conforme os depoimentos de testemunhas, G.E.A. trocava de faixa por diversas vezes, fazendo “zigue-zague” na pista, sentido centro, bem como trafegava com os faróis em modo “lanterna”, mesmo sendo insuficiente para iluminação no horário dos fatos.
Laércio Conceição reforça que, ao deixar de observar o seu dever de ter cuidado no trânsito, o acusado agiu com imprudência, visto que transitava em “zigue-zague” e com negligência, ao deixar de ligar os faróis. “E, apesar de ter antevisto a vítima quando ela ainda estava no canteiro central da avenida, não evitou o atropelamento, procurando desviar-se dela. Se estava em baixa velocidade, isso lhe possibilitaria frear o veículo”, frisa.
Além disso, logo após o acusado ter atropelado o pedestre, ele fugiu do local pela rua José de Alencar, sem prestar socorro à vítima. Ela ainda chegou a ser socorrida por uma unidade de resgate e encaminhada ao Hospital de Clínicas da UFTM para atendimento no setor de traumas, mas não resistiu.
Conforme depoimento do próprio motorista, ele trafegava a 30km/h e chegou a ver o pedestre na ilha central da avenida. Quando percebeu que a vítima fez menção em atravessar a via, ele afirma ter reduzido a velocidade, mas, quando verificou que o pedestre voltou para a ilha, ele acelerou o veículo novamente. Foi quando a vítima apertou o passo para atravessar a avenida e foi colhida pelo veículo. O motorista destaca que fugiu porque entrou em pânico quando as crianças começaram a gritar dentro do carro.